Redução na produção preocupa indústria frigorífica
A saída crescente de gado vivo de Boca do Acre para outros estados vem causando apreensão entre os representantes do setor pecuário e da indústria frigorífica local. Geraldo Furtado, um dos responsáveis por um dos maiores frigoríficos da cidade, observa uma queda significativa na quantidade de animais destinados ao abate na região.
Anteriormente, o frigorífico registrava uma média diária superior a 450 cabeças abatidas. Atualmente, esse número caiu para cerca de metade, o que traz impactos diretos para a capacidade produtiva da unidade.
Impactos na cadeia econômica local
Boca do Acre detém o maior rebanho bovino do Amazonas, mas parte expressiva dessa produção está sendo comercializada para fora do município. A indústria frigorífica depende diretamente da oferta constante de animais para manter sua operação em níveis ideais.
Segundo Geraldo, a saída de garrotes, vacas e outros bovinos antes da etapa de abate local pode comprometer a atividade industrial, o que reverbera em toda a cadeia econômica. Trabalhadores, pecuaristas, transportadores, fornecedores e prestadores de serviços estão diretamente ligados à produção frigorífica e sentem os efeitos dessa redução.
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Mais de 300 empregos em risco
O frigorífico atua com mais de 300 funcionários diretos e movimenta diversos setores econômicos da região. Considerando trabalhadores, familiares e demais envolvidos na cadeia produtiva, estima-se que mais de 1.500 pessoas dependam da continuidade dessa atividade.
Qualquer diminuição adicional na produção ou paralisação das operações pode resultar em impactos econômicos significativos para Boca do Acre, afetando renda, emprego e consumo local.
Diálogo entre governos e setor é fundamental
Diante desse cenário, Geraldo Furtado defende a abertura de uma discussão envolvendo os governos do Amazonas e do Acre, junto com representantes do setor pecuário e da indústria frigorífica. O objetivo é buscar alternativas para conter a saída de animais vivos e garantir que uma parcela maior do rebanho permaneça no município para abastecer as indústrias locais.
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O representante alerta que, embora Boca do Acre mantenha sua importância na criação de gado, a continuidade da indústria depende da disponibilidade de animais para abate. Sem isso, a manutenção dos empregos e da movimentação econômica pode ficar comprometida.
Futuro da indústria local em jogo
O cenário exige atenção imediata para evitar que a redução da oferta de gado leve a consequências ainda mais graves. Caso a saída de animais vivos continue em alta e a reposição para o abate local não acompanhe a demanda, os frigoríficos poderão operar abaixo da capacidade, prejudicando a economia da cidade.
Mais do que uma questão empresarial, o alerta envolve o futuro econômico de Boca do Acre, a manutenção de empregos e a estabilidade da renda local. A solução passa por um diálogo efetivo entre produtores, indústria e poder público para fortalecer a pecuária e a indústria frigorífica na região.
