Receita e despesas no Acre mostram crescimento e equilíbrio
O Acre encerrou o terceiro bimestre de 2026 com um saldo orçamentário positivo de R$ 1,25 bilhão, conforme levantamento do tesouro nacional, divulgado em 20 de junho. O relatório “RREO em Foco”, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), revela que a receita corrente do Estado atingiu R$ 6,68 bilhões entre maio e junho, um aumento de 9% em comparação com os R$ 6,12 bilhões do mesmo período em 2025.
Apesar do avanço nas receitas, as despesas correntes cresceram em ritmo ainda maior, chegando a R$ 5,21 bilhões, contra R$ 4,59 bilhões do terceiro bimestre do ano anterior, representando alta de 13%. Mesmo assim, o resultado orçamentário manteve-se positivo, com saldo equivalente a 21% da Receita Corrente Líquida (RCL). Para efeito de comparação, em 2025 o saldo foi de R$ 1,28 bilhão, ou 22% da RCL.
Dependência de transferências e composição das despesas
O estudo do Tesouro Nacional também evidencia a dependência do Acre em relação às transferências correntes da União e outras fontes externas. Apenas 31% da receita corrente do Estado é originada da arrecadação própria, enquanto 69% provêm de repasses.
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Na estrutura das despesas, o gasto com pessoal domina, representando 48% do total da receita. As despesas de custeio correspondem a 27%, seguidas pelos serviços da dívida e investimentos, ambos com 3% cada.
Melhora no Regime Próprio de Previdência Social
O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) apresentou avanços significativos. O Fundo em Repartição registrou déficit de R$ 16,76 milhões, praticamente zerado em relação à RCL. Em 2025, esse déficit era de R$ 289,03 milhões, equivalente a 5% da Receita Corrente Líquida. Já o Fundo em Capitalização apontou saldo positivo de R$ 47 milhões, ou 1% da RCL.
Resultado primário e prioridades de gastos
O resultado primário do Acre também ficou positivo no acumulado do terceiro bimestre de 2026. Excluindo o RPPS, o saldo foi de R$ 1,04 bilhão, cerca de 17% da RCL, ante R$ 1,15 bilhão (20% da RCL) em 2025. Com a inclusão do RPPS, o resultado primário atingiu R$ 1,07 bilhão, o que representa 17,97% da Receita Corrente Líquida, contra 20,62% no ano anterior.
Quanto à execução orçamentária por função, a previdência social lidera as despesas com R$ 1,66 bilhão, equivalente a 28% do total liquidado. A educação aparece em segundo lugar, com R$ 1,42 bilhão (24%), seguida pela saúde, com R$ 1,10 bilhão (19%). A segurança pública consumiu R$ 580 milhões (10%), enquanto transportes receberam R$ 280 milhões (5%). Ao todo, as despesas liquidadas chegaram a R$ 5,91 bilhões no período.
