Festival reafirma protagonismo jovem em Rio Branco
O Festival Jovens do Futuro confirmou sua edição de 2026 para os dias 5 e 6 de setembro em Rio Branco, com o tema “Pertencer para Proteger”. O evento, organizado pelo Comitê Chico Mendes e pelo Movimento Jovens do Futuro, propõe fortalecer os vínculos entre as juventudes do Acre, seus territórios e suas identidades coletivas.
Desde sua criação em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o festival se inspira na carta-testamento de Chico Mendes, escrita em 1988. Nela, o seringueiro destacava a importância do protagonismo das novas gerações na construção de um futuro mais justo. A iniciativa reúne atividades que envolvem formação política, manifestações culturais e debates sobre questões socioambientais na Amazônia.
Integração entre floresta e periferias urbanas
Angela Mendes, presidenta do Comitê Chico Mendes, explica que o festival é um espaço estratégico para mobilizar a juventude frente aos desafios sociais e ambientais da região. “O festival pode ser um espaço muito estratégico de mobilização da juventude para a ação. Acho que, quando a gente pensa em cultura de floresta e em caminhos de futuro, estamos falando de ação para conseguir almejar a possibilidade de um amanhã. Não é possível, com o cenário que temos hoje, ficar de braços cruzados. É preciso se movimentar, e acho que é isso que conecta a campanha ao festival. Vamos nos movimentar, vamos sonhar, mas, além de tudo, fazer”, afirma.
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Este ano, o festival também incorporará a campanha “Cultura de floresta é caminho de futuro”, que aproxima as pautas das comunidades da floresta e das periferias urbanas. A proposta promove debates sobre pertencimento, justiça climática e direitos das juventudes, ampliando o diálogo entre diferentes realidades sociais do estado.
Angela destaca que “abrir esse diálogo com a sociedade é importante para a gente, inclusive, conectar a identidade da floresta com a identidade das periferias, porque são dois públicos que, ao longo da história, foram ficando à margem do direito a políticas públicas. O festival promove esses encontros e fortalece essa luta”.
Debates e produção de conhecimento para a juventude amazônica
A programação inclui discussões sobre alternativas econômicas e socioambientais para a Amazônia, abordando temas como transição ecológica, agroecologia e os desafios das juventudes da região. Angela ressalta o valor de ampliar a produção de conhecimento sobre a realidade dos jovens amazônidas: “É uma pesquisa feita de jovem para jovem, olhando esse mundo, esse cenário como ele está posto para a juventude, que normalmente não tem pesquisas sobre isso”.
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Ao longo de dois dias, o festival reunirá o painel Crias de Chico em sua terceira edição, o lançamento da primeira pesquisa do Núcleo “Juventudes, Clima e Economia” e apresentações culturais de artistas locais. Uma atração nacional está prevista para o dia 6 de setembro e será anunciada em breve.
Além disso, o evento contará com a participação de ativistas, artistas, mulheres e representantes da comunidade LGBTQIAPN+, em atividades dedicadas ao debate sobre justiça climática, pertencimento e participação social das juventudes.
