Crescimento robusto no mercado de trabalho acreano
O Acre manteve o ritmo positivo na geração de empregos formais em maio de 2026, com a criação de 848 novas vagas com carteira assinada. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam para um desempenho favorável dos cinco principais setores econômicos do estado.
O setor de Serviços foi o destaque na criação de postos de trabalho, responsável por 469 contratações. Em seguida, ficaram a Construção Civil com 141 novas vagas, o Comércio com 94, a Indústria com 92 e a Agropecuária com 55 empregos gerados. Esse resultado colocou o Acre como o segundo estado com maior crescimento proporcional de emprego formal no país, apresentando uma variação positiva de 0,77% no estoque de vagas em maio.
Distribuição geográfica e perfil das contratações
Geograficamente, a capital Rio Branco concentrou a maior parte das admissões, com saldo positivo de 757 empregos formais no mês. No interior, as cidades que mais se destacaram foram Sena Madureira (+121), Brasiléia (+29), Xapuri (+28) e Jordão (+23).
Quanto ao perfil dos trabalhadores contratados, o mercado local mostrou uma preferência pela mão de obra masculina, com 477 vagas para homens contra 371 para mulheres, invertendo a tendência nacional. A faixa etária mais beneficiada foi a dos jovens entre 18 e 24 anos, que ocuparam 462 postos. Já em relação à escolaridade, os profissionais com ensino médio completo foram os que mais conseguiram empregos, totalizando 722 vagas preenchidas.
Cenário nacional e perspectivas
Em âmbito nacional, o Brasil criou 72.960 empregos formais em maio de 2026, resultado de 2,20 milhões de admissões contra 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado de janeiro a maio, o país soma 767.326 novas vagas, um aumento de 1,6% no total de empregos com carteira assinada.
Diferentemente do Acre, a geração de empregos no país foi liderada pelas mulheres, que conquistaram 51.848 postos, enquanto os homens tiveram saldo de 21.112 vagas. O setor de Serviços também foi o principal vetor nacional, com 45.655 novos empregos, especialmente nas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais.
Regionalmente, o Sudeste liderou as contratações com 45.873 novas vagas, seguido pelo Nordeste (+23.351) e Norte (+5.061). O Sul foi a única região com saldo negativo, fechando maio com 4.109 vagas a menos.
Além disso, o salário médio real de admissão no país aumentou para R$ 2.384,10 em maio, representando um crescimento real de 1,5% (R$ 35,98) em relação ao mesmo mês do ano anterior.
