Reconhecimento Facial reforça segurança pública em Rio Branco
A Prefeitura de Rio Branco divulgou nesta terça-feira (30) o balanço do Sistema de Reconhecimento Facial, tecnologia que compõe o programa Rio Branco Mais Segura. Com um conjunto de mais de 450 câmeras inteligentes instaladas em pontos estratégicos da cidade, a ferramenta alcançou, em junho, a média de quase uma identificação positiva de foragidos por dia, sem apresentar erros após a triagem técnica.
Implementado em 2022, durante a gestão do então prefeito Tião Bocalom, o sistema de videomonitoramento foi ampliado para apoiar as forças de segurança nas operações de captura, incluindo casos de mandados relacionados a violência doméstica. Um diferencial importante é o acordo técnico firmado com a Polícia Federal (PF), o primeiro do país nesse formato, que visa evitar abordagens indevidas e assegurar a segurança jurídica dos procedimentos.
Funcionamento rigoroso para garantir precisão e segurança
O processo operacional do sistema segue etapas rigorosas de validação. Inicialmente, as câmeras captam imagens nas vias públicas e identificam possíveis correspondências faciais com dados do Judiciário. Em seguida, as imagens são encaminhadas aos peritos forenses da Polícia Federal para análise detalhada, sem acionar imediatamente as viaturas. Somente após a confirmação técnica da identidade do suspeito é que as forças estaduais, como as Polícias Civil e Militar, são acionadas para efetuar a prisão.
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O prefeito Alysson Bestene destacou a importância da cooperação entre as instituições: “A segurança pública só dá certo quando é feita em conjunto. A cooperação com a Polícia Federal tem sido fundamental para alcançarmos esses resultados”. O programa também utiliza tecnologia de leitura automática de placas (LPR), que monitora os acessos da cidade e tem contribuído para investigações relevantes na região.
O secretário municipal de Tecnologia e Inovação, coronel Bino, revelou planos para expandir o sistema para bairros periféricos conforme o orçamento permitir. Já o coronel Atahualpa Batista, diretor operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ressaltou que a tecnologia agilizou a resposta do Estado: “Assim que o Judiciário expede um mandado, o sistema é alimentado. Se o indivíduo passar por uma câmera, a retirada de circulação é quase imediata”.
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