Expansão do sistema elétrico no Acre traz economia e segurança energética
O Acre avançou significativamente na integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN) graças ao Programa Energias da Amazônia, que já beneficia cerca de 170 mil pessoas no estado. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), essa conexão proporciona uma economia anual estimada em R$ 339 milhões, resultado da redução da dependência da geração elétrica a diesel e do fortalecimento da segurança no fornecimento de energia.
Esses números foram apresentados no painel “O papel da Amazônia na Segurança Energética Brasileira”, durante o Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro, evento realizado em 25 de maio. Karina Araújo, diretora de Transição Energética do MME, ressaltou que o programa visa transformar a infraestrutura energética da região, promovendo inclusão social, desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Iniciativas para substituir energia a diesel por fontes renováveis
Lançado em 2023, o Programa Energias da Amazônia tem promovido a substituição gradual dos sistemas isolados movidos a diesel por alternativas mais limpas. Entre as medidas, destaca-se o Chamamento Público nº 1/2024, que selecionou 29 projetos para a hibridização de usinas com geração solar e baterias de armazenamento. Essa iniciativa contemplará 36 localidades amazônicas, beneficiando cerca de 652 mil pessoas.
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Estima-se que, ao longo da vida útil desses empreendimentos, serão economizados aproximadamente 270 milhões de litros de diesel, evitando a emissão de cerca de 800 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂). Além disso, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) deve registrar uma economia de R$ 857 milhões. As obras estão previstas para começar em dezembro de 2026 e finalizar até 2028.
Investimentos ampliam fornecimento em áreas remotas e outros estados amazônicos
Outra ação relevante é o Leilão SISOL nº 1/2025, que garantiu R$ 312 milhões em investimentos para ampliar o fornecimento de energia em regiões remotas do Pará e Amazonas, beneficiando mais de 30 mil pessoas. O leilão viabilizou o primeiro projeto híbrido do país com geração solar e armazenamento em baterias, instalado em Jacareacanga (PA).
Além do Acre, outros estados amazônicos também avançam na integração ao SIN. No Pará, mais de 90 mil pessoas foram atendidas com investimentos superiores a R$ 315 milhões, e novas obras devem alcançar outros 60 mil moradores. No Amazonas, cerca de 160 mil pessoas passaram a contar com o sistema integrado após investimentos de R$ 280 milhões.
Em Roraima, a interligação estrutural concluída em 2025 conectou cerca de 650 mil habitantes ao SIN, reduzindo em aproximadamente 584 mil toneladas as emissões anuais de CO₂ e gerando uma economia estimada em R$ 1,9 bilhão por ano.
Desafios e soluções para comunidades remotas da Amazônia
Apesar dos avanços na expansão do Sistema Interligado Nacional, o MME reconhece que muitas comunidades amazônicas continuarão dependendo de sistemas descentralizados. Para essas áreas, a estratégia inclui o uso de sistemas híbridos com energia renovável, minirredes e microrredes adaptadas às características locais, além da integração entre o fornecimento de energia e atividades da bioeconomia.
Essas iniciativas buscam garantir acesso confiável e sustentável à energia, contribuindo para o desenvolvimento regional e a preservação ambiental, fatores essenciais para o futuro da Amazônia.
