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    Zoneamento Agrícola de Risco Climático para o Arroz no Acre: O Que Muda na Safra 2026/2027
    Cultura 16/04/2026

    Zoneamento Agrícola de Risco Climático para o Arroz no Acre: O Que Muda na Safra 2026/2027

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    Zoneamento Agrícola de Risco Climático

    No dia 16 de novembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou a Portaria SPA/MAPA nº 49, que estabelece o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do arroz de sequeiro no Acre, direcionado à safra 2026/2027. Essa medida visa proporcionar orientações essenciais para os produtores rurais, indicando os períodos e condições ideais para o plantio, com o intuito de minimizar riscos climáticos e, assim, aumentar a segurança da produção agrícola.

    O zoneamento considera aspectos relevantes como temperatura, disponibilidade hídrica e características do solo em diversas regiões do estado. Para moldar essas diretrizes, o cultivo do arroz foi analisado sob diferentes níveis de risco climático — 20%, 30% e 40% — levando em conta fatores críticos, como o índice de satisfação das necessidades de água (ISNA), o balanço hídrico e os limites de temperatura propícios ao desenvolvimento da cultura.

    Esse cereal apresenta uma sensibilidade elevada à falta de água, especialmente nos momentos cruciais de estabelecimento da lavoura e floração. Durante essas fases, a demanda hídrica é acentuada, aumentando o risco de perdas na produtividade. As temperaturas ideais para o cultivo do arroz situam-se entre 20°C e 35°C, sendo que temperaturas acima desse intervalo podem resultar em esterilidade das espiguetas, comprometendo a produção.

    Critérios Técnicos e Classificação do Solo

    A nova portaria também introduz critérios técnicos para a classificação dos solos adequados para o cultivo. Eles são categorizados em tipos arenoso, médio e argiloso. Além disso, define áreas que não são recomendadas para o plantio, como regiões de preservação permanente e locais com restrições ambientais. Essa abordagem busca garantir que o cultivo ocorra em espaços que realmente favoreçam a produção, respeitando os limites ecológicos.

    Outro aspecto importante mencionado na portaria é a organização dos períodos de semeadura, que agora são divididos em intervalos decendiais. Isso permite que os produtores identifiquem as janelas de plantio mais seguras ao longo do ano, contribuindo para uma gestão mais eficiente das atividades agrícolas.

    Orientações e Recomendações para os Produtores

    Além das orientações sobre o zoneamento e os períodos de semeadura, o documento também apresenta uma lista de cultivares recomendadas por instituições de pesquisa, como a Embrapa. É fundamental que os produtores considerem o uso de sementes certificadas e adotem manejos adequados para potencializar a produtividade e a qualidade da colheita.

    A totalidade das informações sobre os municípios aptos ao cultivo e os períodos indicativos de semeadura está disponível no Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC), que pode ser acessado através do Painel de Indicação de Riscos do ZARC e pelo aplicativo Plantio Certo. Essas plataformas oferecem recursos valiosos para que os agricultores possam planejar suas atividades de forma informada e responsável.

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