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    Home»Cultura»Vozes que Transformam: Reflexões sobre Direitos e Desigualdade de Gênero no Acre
    Vozes que Transformam: Reflexões sobre Direitos e Desigualdade de Gênero no Acre
    Cultura 14/03/2026

    Vozes que Transformam: Reflexões sobre Direitos e Desigualdade de Gênero no Acre

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    Coletânea de Redações Aborda Violência de Gênero

    Em uma ação inovadora voltada para a conscientização sobre direitos e desigualdade de gênero, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lançou, nesta semana, a publicação “Vozes que Transformam”. Este material é uma coletânea de redações escritas por estudantes que participaram do programa Conscientização pela Paz no Lar, uma iniciativa que busca enfrentar a violência doméstica e familiar.

    Durante a execução deste programa educativo, foram realizadas palestras em 16 escolas, alcançando cerca de 2.100 alunas e alunos de municípios como Rio Branco, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Tarauacá, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais e indígenas.

    Como parte do aprendizado proporcionado, os alunos foram convidados a participar de um concurso de redação. O tema abordado foi “A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, bem como outras formas de violência contra a mulher”. Dessa forma, as melhores produções de cada escola foram selecionadas para publicação.

    Reflexões de Jovens sobre Machismo e Violência

    Entre as redações publicadas, destaca-se o trabalho de Odisney Júnior, estudante do 1º ano da Escola Estadual Professora Raimunda Silva Pará, em Rio Branco. Ele discutiu o ciclo de violência, ressaltando que, “em primeiro lugar, é importante destacar que o machismo, ainda presente em grande parte da sociedade, naturaliza comportamentos abusivos dentro do ambiente familiar”. Segundo Odisney, a naturalização desses comportamentos transforma ações erradas em normais, impactando o silêncio tanto das vítimas quanto das pessoas ao seu redor.

    Outra voz que se destacou foi Clara Aguiar, da Escola Estadual Djalma da Cunha Batista, em Tarauacá. Ao discorrer sobre o tema, ela afirmou: “Tudo começa com um homem querendo imposição em tudo”. Essa citação revela a indignação da jovem frente à dominação e ao machismo, destacando a diversidade de perspectivas abordadas nas redações dos estudantes.

    Um Chamado à Transformação Cultural

    O título da coletânea, “Vozes que Transformam”, simboliza o poder de dar voz e espaço para a expressão e representatividade, essencial na luta contra a cultura machista e patriarcal que perpetua ciclos de violência. Essa cultura não apenas resulta em várias formas de violência – física, moral, psicológica e sexual – como também contribui para um alarmante aumento dos feminicídios no Brasil, que atinge novos recordes.

    Essa iniciativa é parte da programação da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa, uma campanha nacional que visa acelerar processos relacionados à violência doméstica e promover ações educativas. A cartilha foi desenvolvida pela Coordenadoria das Mulheres em Situação Doméstica e Familiar, em conjunto com a Secretaria de Comunicação do TJAC, e representa um passo importante na conscientização e transformação das realidades enfrentadas por muitas mulheres no país.

    concurso interno de remoção TJAC direitos e desigualdade de gênero Lei Maria da Penha violência doméstica
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