Projeções e Desafios no Varejo de Moda Infantil
De acordo com um recente levantamento realizado pelo IEMI – Inteligência de Mercado, o varejo de vestuário no Brasil está previsto para movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025. Esse número, que representa um crescimento nominal de 6,8% em comparação a 2024, reflete a venda de 6,4 bilhões de peças ao longo do ano, um avanço de 3,1% em volume. O segmento de moda infantil, em particular, destaca-se como um dos mais relevantes dentro do varejo nacional.
O IEMI também apontou a evolução do mercado nos últimos anos. Em 2023, o setor já havia comercializado 6,007 bilhões de peças, totalizando um faturamento de R$ 278,8 bilhões. Para 2024, as vendas devem crescer 2,9% em volume, atingindo 6,17 bilhões de peças e gerando um faturamento de R$ 294,8 bilhões, que representa um aumento de 5,8%. Essa projeção para 2025 reafirma uma tendência de crescimento moderado, mas consistente.
Desafios que Impactam o Setor
No entanto, a análise do IEMI também revela que o setor está enfrentando desafios significativos. Um dos principais obstáculos são as importações realizadas por plataformas de e-commerce, cujas tarifas impostas pelo governo brasileiro são percebidas como insuficientes pelos profissionais do mercado. Além disso, as barreiras tarifárias adotadas pelos Estados Unidos impactam indiretamente a cadeia produtiva local, gerando preocupações entre os varejistas.
Kássin Fogaça, fundador da Agência Blooper e especialista em marketing digital para e-commerces, bem como gestor de marketing da loja de roupas infantis Kidstok, destaca a importância dessas mudanças. Ele observa que, de fato, o mercado de moda infantil está se tornando cada vez mais exigente e dinâmico. “Os pais que nos procuram estão bem informados, atentos à qualidade dos tecidos e ao conforto das peças. Além disso, as crianças estão se tornando participantes ativas na escolha das roupas, o que torna todo o processo de compra mais envolvente”, afirma Kássin. Essa dinâmica demonstra que, apesar do crescimento em volume, há um aumento na maturidade do setor.
Qualidade e Diferenciação como Diferenciais Competitivos
Para as marcas e varejistas que atuam no segmento de moda infantil, os dados do IEMI evidenciam a necessidade de um posicionamento claro em relação à qualidade e diferenciação dos produtos. Com um mercado que continua a crescer em faturamento, mesmo diante de um aumento moderado no volume de vendas, oferecer produtos que se destaquem em conforto, design e durabilidade é essencial para conquistar a preferência do consumidor.
Fogaça também compartilha sua visão otimista para o futuro do mercado. Ele projeta que 2026 será um ano promissor para o segmento de moda infantil. “Estamos observando um amadurecimento significativo. Os consumidores estão cada vez mais conscientes e exigentes, o que é benéfico para aqueles que investem em qualidade e curadoria. Em 2026, espero um cenário de crescimento contínuo, com famílias dispostas a investir em peças que combinem estilo, conforto e durabilidade para seus filhos”, conclui Kássin. Essa perspectiva ilumina um caminho de expansão para o setor, desde que o varejo esteja preparado para acompanhar a evolução das expectativas dos consumidores.
