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    Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Reitora defende papel das universidades na formação de pr

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Reitora defende papel das universidades na formação de profissionais

    Política 18/03/2026
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    Reforçando a Importância das Universidades na Formação Pública

    A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, destacada na lista da Forbes, chama a atenção para a função vital das universidades na implementação de políticas públicas. Para ela, a sociedade deve compreender que são as instituições de ensino superior que desempenham esse papel, uma vez que, segundo a reitora, “o governo não tem condições de fazer formação em larga escala”.

    A Universidade tem um convênio com o Ministério da Saúde, oferecendo um curso de Educação a Distância (EAD) para Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Como resultado, mais de 400 mil profissionais estão sendo capacitados através do Projeto Mais Saúde com Agente. Esse dado é um exemplo claro do impacto positivo que as universidades podem ter no setor público.

    Críticas ao Movimento Global contra Universidades

    Em sua análise, a reitora expressa preocupação em relação aos ataques que as universidades públicas enfrentam globalmente, um fenômeno exacerbado por um lobby das empresas de tecnologia. “Vejo um movimento em direção à criação de grandes conglomerados de universidades, que eu chamo de ‘Fast Food’, devido à sua baixa qualidade”, critica, sinalizando que esse modelo pode comprometer a formação acadêmica.

    A reitora também se opõe à visão das grandes corporações sobre a educação. Segundo ela, “quem pensa fora da caixa é a universidade”, fazendo referência aos cursos oferecidos por gigantes do setor tecnológico, que, em sua opinião, não substituem a rica experiência de pesquisa e aprendizado que as universidades proporcionam.

    Aproximação com a População e Reforço da Diversidade

    Para contrabalançar essa tendência, Bernardes Barbosa defende que as universidades devem buscar um maior contato com a população, utilizando uma linguagem acessível e estando presentes em eventos, nas ruas e nas redes sociais. “Isso não é confortável, não é acadêmico. […] Mas vamos morrer se não fizermos isso”, ressalta, enfatizando a necessidade de adaptação das instituições ao contexto atual.

    A física também apresenta dados que sustentam sua argumentação, afirmando que “empresas que possuem maior diversidade, com um equilíbrio adequado entre gêneros e etnias, conseguem alcançar melhores resultados financeiros”, citando a pesquisa Diversity Matters, do Instituto Mackenzie.

    Cotas e Diversidade: Um Passo Necessário

    Quando se trata do acesso às universidades, a reitora acredita que as cotas desempenharam um papel crucial na abertura de oportunidades. Contudo, ela ressalta que não basta apenas garantir a entrada de diferentes perfis, mas é necessário assegurar que essas vozes diversas sejam ouvidas nas discussões e tomadas de decisão. “Se tivermos 20 pessoas na sala, todas com a mesma formação e visão de mundo, as soluções propostas tenderão a ser homogêneas. Ao invés disso, se reunirmos pessoas com experiências diversas e com base científica, teremos um ambiente fértil para a inovação”, explica.

    Com estas declarações, a reitora reforça a relevância das universidades públicas não apenas como centros de ensino, mas como agentes de transformação social, crucial para o fortalecimento da cidadania e da democracia.

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