Troca de Comando no Bope: Um Marco de Tradição
A Polícia Militar do Acre (PMAC) realizou, nesta quinta-feira, 5, uma cerimônia significativa de troca de comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O evento, que aconteceu na sede da unidade em Rio Branco, teve a presença de diversas autoridades civis e militares, além de familiares dos integrantes da tropa.
O ato, repleto de simbolismo e emoção, marcou o fim de um ciclo para o ex-comandante do Bope, tenente-coronel Igor Bandeira. Durante seu discurso, ele ressaltou: “Os resultados que o Bope entregou nos últimos anos são reflexo da bravura e competência de cada militar que compõe esta honrada unidade. Agradeço à comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata, pela confiança depositada em mim para conduzir essa tropa de elite.”
O novo comandante, tenente-coronel Felipe Russo, manifestou sua honra em assumir o cargo e a responsabilidade que isso implica. “É com muita honra que assumo esta unidade, com a convicção da imensa responsabilidade que a mim é entregue. O Bope tem uma trajetória de 30 anos de muita história, suor, dedicação e tradição. Durante meu comando, pretendo honrar o legado daqueles que me antecederam e buscar oferecer um serviço de excelência à sociedade acreana”, afirmou Russo.
Uma História de Tradição em Operações Especiais
A cerimônia não só celebrou a troca de comando, mas também rememorou os 30 anos do Bope, que foi criado em 28 de março de 1990, inicialmente como parte do 1º Batalhão de Polícia Militar, incluindo a Companhia de Operações Especiais (COE) em sua estrutura. As atividades operacionais especializadas começaram oficialmente em 5 de fevereiro de 1996, com a transferência provisória da unidade para o Quartel do Comando-Geral. Em 2010, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi oficialmente instituído, reunindo várias companhias especializadas e constituindo um dos pilares fundamentais da segurança pública no Acre.
A coronel Marta Renata, presente na solenidade, expressou seu orgulho em contar com um batalhão especializado, reconhecido como referência no estado. “A troca de comando é um momento muito simbólico, pois prepara o oficial a assumir funções ainda mais específicas na instituição, que exigem competência, preparo e conhecimento”, destacou a comandante-geral.
Reconhecimento e Legado
Durante a solenidade, o Bope também prestou homenagens aos ex-comandantes que contribuíram ao longo das décadas para a construção e fortalecimento da unidade. Esse momento simbolizou a continuidade da tradição e o reconhecimento dos relevantes serviços prestados à sociedade acreana. Um dos homenageados, o coronel Romário Célio Gonçalves, falou sobre a evolução da unidade: “Hoje vejo no que se tornou o Bope, o quanto cresceu e se qualificou. Este momento nos traz inúmeras lembranças, de muito aprendizado e história, que certamente continuará sendo construída com o atual comandante”.
