Cenário Favorável para o Mercado de Trabalho no Acre
O mercado de trabalho no Acre apresentou resultados significativos ao final do quarto trimestre, com uma taxa de desocupação de apenas 6,4%. Este índice é um dos mais baixos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O desempenho expressivo destaca o avanço da ocupação no estado e evidencia a robustez da economia local na criação de novas oportunidades.
Os dados, anunciados nesta sexta-feira, 20, mostram uma queda de 1,1 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando uma recuperação consistente no cenário de trabalho acreano. Essa melhora é um reflexo das ações empreendidas na economia do estado, que têm favorecido o aumento no número de empregos.
Além da taxa de desocupação geral, o levantamento revelou diferenças relevantes entre grupos demográficos. Para os homens, a taxa de desocupação foi de 5,7%, enquanto para as mulheres esse número subiu para 7,9%. Na análise por cor ou raça, a situação também variou: a taxa para pessoas pardas ficou em 6,7%, enquanto para brancos e pretos os índices foram de 4,2% e 10,4%, respectivamente.
Escolaridade e Mercado de Trabalho
A escolaridade continua a ser um fator chave para a empregabilidade. Aqueles com ensino médio incompleto enfrentaram a maior taxa de desocupação, que alcançou 9,1%. Por outro lado, o índice foi de 5,5% entre indivíduos com nível superior incompleto, mantendo-se praticamente igual ao de quem possui diploma de ensino superior completo. Esta situação reforça a importância da educação na inserção no mercado de trabalho.
A taxa de informalidade no Acre também chama atenção, alcançando 45,2% no quarto trimestre. Isso representa aproximadamente 146 mil pessoas trabalhando sem vínculos formais, englobando empregados do setor privado, trabalhadores domésticos sem carteira assinada e profissionais autônomos sem registro no CNPJ.
Entre os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, 59,1% estavam regularizados, indicando um progresso na formalização do mercado, embora ainda haja espaço para avanços. O percentual de trabalhadores autônomos representa 18,7% da população ocupada, sublinhando a relevância desse grupo dentro do mercado de trabalho no Acre.
Rendimentos e Crescimento Econômico
No que diz respeito aos rendimentos, o ganho médio real habitual de todos os empregos foi estimado em R$ 2.964. Em comparação ao trimestre anterior, não houve alteração estatisticamente significativa, pois o valor anterior era de R$ 2.813. Contudo, quando analisado em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 9,8%, superando os R$ 2.699 registrados anteriormente.
A massa de rendimento real habitual, calculada em R$ 936 milhões, apresentou estabilidade em relação ao trimestre passado (R$ 914 milhões) e um crescimento em comparação ao quarto trimestre de 2022, quando alcançou R$ 832 milhões.
O governador do Acre, Gladson Camelí, expressou otimismo diante dos dados apresentados pelo IBGE, que refletem a resiliência do mercado de trabalho no estado e a continuidade na geração de renda. Camelí enfatizou que a queda na desocupação, aliada à estabilidade dos rendimentos, demonstra que “o Acre está consolidando um ambiente mais favorável para quem busca emprego e para quem deseja empreender”.
Ele também reconheceu que a informalidade ainda é um desafio, mas destacou as ações do governo para aumentar a formalização e apoiar pequenos negócios. “Quando vemos que 45% da nossa população ocupada ainda está na informalidade, entendemos que há um caminho importante a percorrer. Mas também reconhecemos que mais de 59% dos trabalhadores do setor privado já têm carteira assinada, e isso mostra que estamos avançando na direção certa”, afirmou.
Além disso, o governador comentou sobre o aumento nos rendimentos médios e na massa salarial, destacando que esses indicadores indicam uma melhoria na renda das famílias. “O crescimento do rendimento e da massa salarial significa mais dinheiro circulando, mais consumo e mais dignidade para a população. É esse ciclo positivo que queremos fortalecer”, concluiu.
Em resumo, os dados publicados reafirmam a urgência de continuar os investimentos em qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e políticas de inclusão produtiva. Isso é fundamental para que o Acre consiga reduzir desigualdades e expandir oportunidades no futuro.
