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    Home - Economia - Serviços Emergenciais no Acre: Restabelecimento do 190, 193 e 181 Após Instabilidades
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    A importância do restabelecimento dos serviços emergenciais para a população acreana
    Economia 31/08/2025

    Serviços Emergenciais no Acre: Restabelecimento do 190, 193 e 181 Após Instabilidades

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    A importância do restabelecimento dos serviços emergenciais para a população acreana

    No Acre, o restabelecimento dos serviços de emergência, como os números 190, 193 e 181, representa um passo significativo em direção à segurança e bem-estar da população. Após um período de instabilização, os serviços voltaram a operar com eficiência, oferecendo suporte vital a quem precisa. Esses números são essenciais para atender situações de urgência, variando de emergências médicas a ocorrências policiais, mostrando que o estado está comprometido com a proteção dos seus cidadãos. O retorno desses serviços é uma boa notícia para muitos que dependem deles no dia a dia.

    O papel das mulheres na coleta do murumuru

    Nas trilhas conhecidas da floresta, um grupo de mulheres acreanas se destaca pela coleta do murumuru. Com lenços e chapéus que as protegem do sol, elas buscam os coquinhos caídos das palmeiras, um recurso vital que traz sustento e esperança. Este óleo, que chega às prateleiras das maiores indústrias de cosméticos do país, é mais do que um simples produto; representa uma fonte de renda e um elo de união entre as famílias. Entre elas, Raimunda Gomes, já aposentada, ainda se dedica à coleta, não apenas pela necessidade financeira, mas também pela alegria de compartilhar momentos com outras mulheres. “Meus filhos dizem que não preciso mais trabalhar com isso, mas gosto de estar aqui”, revela ela, enquanto suas mãos calejadas manuseiam os coquinhos.

    Leia também: Óleo de Murumuru do Acre: A Integração da Bioeconomia e Sustentabilidade no Mercado Nacional

    Leia também: Mulheres do Acre Potencializam a Bioeconomia com Sabedoria Ancestral e Cuidado Ambiental

    A importância da consciência ambiental e solidariedade feminina

    Essa atividade não é apenas uma forma de subsistência, mas também uma demonstração de consciência ambiental. Raimunda lamenta a destruição causada pelas queimadas e enfatiza a importância de preservar a floresta: “Quem queima é quem não valoriza o que temos.” A colheita do murumuru vai além da produção; é um símbolo de resistência e de força feminina no Acre. A história de Maria Lisbete da Páscoa, que passou a ensinar sua filha, Antônia Cauane, desde pequena, reflete essa transmissão de conhecimento e valor. Juntas, elas conseguem reunir uma quantidade expressiva em um único dia de trabalho, mostrando que a união faz a força.

    Iniciativas que fortalecem a bioeconomia local

    A cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra) tem sido fundamental para dar suporte a essa cadeia produtiva. Graças ao trabalho conjunto, esses frutos se transformam em manteiga de murumuru, atendendo marcas reconhecidas como a Natura. “Nós somos as protagonistas dessa história”, brinca Lisbete, reforçando a importância do papel das mulheres na economia local. A Coopercintra também se beneficia da parceria com a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), que oferece formação e estrutura necessárias para fortalecer a bioeconomia no estado.

    Leia também: Óleo de Murumuru do Acre: A Integração da Bioeconomia e Sustentabilidade no Mercado Nacional

    Leia também: Mulheres do Acre Potencializam a Bioeconomia com Sabedoria Ancestral e Cuidado Ambiental

    O futuro das novas gerações e a valorização das tradições

    A Funtac, além de oferecer espaço para a miniusina da cooperativa, investe na capacitação de jovens e mulheres, garantindo que as novas gerações tenham oportunidades e aprendam a importância da conservação. “Estamos preparando o futuro com conhecimento e tradição. É essencial que eles vejam valor no que temos”, explica Suelem Farias, diretora técnica da Funtac. As capacitações são adaptadas para atender as particularidades de cada grupo, reconhecendo o papel das mulheres na qualidade do processo produtivo. “Elas têm um olhar cuidadoso, e isso se reflete na qualidade do produto final”, acrescenta Suelem.

    Desburocratização e novas conquistas para os extrativistas

    No final de junho, o governo do Acre implementou uma nova metodologia de pagamento da subvenção do murumuru, transferindo os recursos diretamente aos extrativistas. Essa mudança, que não ocorria há décadas, marca um avanço significativo na desburocratização e na valorização dos trabalhadores da floresta. “Estamos resolvendo os problemas que atrapalhavam o pagamento”, afirma José Luis Tchê, secretário de Agricultura, ao comentar sobre a nova abordagem. A parceria com o Banco do Brasil já possibilitou o pagamento a mais de 70 extrativistas, uma ação que traz dignidade e segurança financeira.

    A força da floresta e das mulheres acreanas

    O murumuru do Acre, portanto, simboliza mais do que um fruto: representa a força e a sabedoria das mulheres que, com coragem e dedicação, mantêm viva a tradição e a cultura local. O compromisso com a preservação da floresta e a construção de um futuro sustentável é um legado que estas mulheres estão cultivando, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente. Com fé e determinação, elas garantem que o ciclo de vida e aprendizado se perpetue, assegurando um amanhã mais justo e equilibrado para todos.

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