Diálogos que Transformam
A Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) realizou, na última segunda-feira, 16, em Rio Branco, mais uma edição do programa Papo de Homem, desta vez em parceria com os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado. Essa iniciativa faz parte das ações permanentes da secretaria e cria um ambiente propício para diálogo e reflexão sobre o papel dos homens na construção de relações mais respeitosas e na prevenção da violência contra as mulheres.
O programa foi desenvolvido com base na cartilha “Como conversar com homens sobre violência contra as mulheres”, elaborada pelo Instituto Papo de Homem e adaptada pela Semulher. O foco da proposta é a educação, visando conscientizar e sensibilizar homens e meninos, promovendo uma cultura de respeito e diálogo que defenda a paz.
Durante o encontro, foram abordados temas relevantes como masculinidades, responsabilidades nas relações e a necessidade da participação masculina no enfrentamento da violência de gênero. O objetivo da atividade é instigar reflexões sobre comportamentos e valores que contribuam para a construção de uma sociedade mais segura para mulheres e meninas.
O 1º Tenente do Corpo de Bombeiros, Jônney Turi, destacou a importância do debate para aumentar a consciência social sobre o assunto. “Esse tema é extremamente relevante, especialmente neste mês que homenageia as mulheres. Precisamos discutir e entender as razões por trás do elevado número de casos de violência contra a mulher, despertando em nós a responsabilidade de agirmos de forma proativa na sociedade para combater essa realidade. Nenhum tipo de violência é aceitável, seja física, psicológica ou sexual. Como homens e cidadãos, nossa missão é lutar contra isso. Compreender a origem do problema nos torna mais eficazes na luta”, afirmou.
A palestra foi conduzida pela servidora Paula Luane Braga, chefe do Departamento de Ações Temáticas e Participação Política das Mulheres da Semulher, que enfatizou a importância de incluir os homens na discussão. “Dialogar com os homens é essencial para enfrentarmos a violência contra as mulheres. Historicamente, esse debate esteve restrito às mulheres, como se este fosse um problema apenas nosso. Contudo, a violência de gênero surge em uma estrutura social que também molda os homens. Por isso, é vital trazê-los para o centro do debate, reflexão e, principalmente, da responsabilidade de construir uma sociedade mais justa”, afirmou Paula.
Ela ainda acrescentou que, ao se envolverem nessas discussões, os homens têm a oportunidade de refletir sobre comportamentos, valores e padrões que muitas vezes foram naturalizados. “Esse processo de conscientização é crucial para as mudanças culturais que precisamos implementar. O enfrentamento à violência contra as mulheres não é uma luta solitária, mas uma responsabilidade coletiva de todos nós”, concluiu.
Ao realizar o programa em instituições como o Corpo de Bombeiros, a Semulher fortalece suas estratégias de prevenção e amplia o alcance das ações educativas, envolvendo diferentes setores da sociedade na promoção das mudanças culturais necessárias para enfrentar a violência.
