Desigualdade Salarial no Acre
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20), o rendimento real habitual dos trabalhadores no Acre atingiu R$ 2.794 em 2025. Este valor coloca o estado em uma posição inferior à média nacional, que foi de R$ 3.560 no mesmo ano.
No ranking nacional de rendimentos, o Acre ocupa a faixa intermediária inferior, destacando-se por estar distante das regiões com os maiores salários, como o Distrito Federal, onde a média é de R$ 6.320, seguido por São Paulo com R$ 4.190 e Rio de Janeiro com R$ 4.177. Além disso, o estado também fica abaixo de outros da região Norte, como Roraima e Rondônia, que registraram rendimentos de R$ 3.438 e R$ 3.362, respectivamente.
Quando comparado ao Nordeste, o rendimento do Acre é superior ao de alguns estados, incluindo Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394). No entanto, esses dados ressaltam a desigualdade estrutural existente entre as diferentes unidades da federação.
O Que Significa o Rendimento Habitual?
O rendimento real habitual é um indicador que considera a média dos salários recebidos por trabalhadores em seus empregos principais e secundários, já descontando a inflação. Isso torna possível uma comparação do poder de compra ao longo do tempo e entre diferentes regiões do Brasil. Este indicador é essencial, pois não apenas reflete o nível de ocupação, mas também a remuneração média da população ativa.
No caso do Acre, o rendimento de R$ 2.794 indica um panorama de recuperação em relação aos momentos mais críticos da pandemia. No entanto, ainda existem desafios significativos relacionados à estrutura econômica local, caracterizada por uma elevada taxa de informalidade e uma menor presença de setores que oferecem salários mais altos.
Descompasso Regional e Necessidade de Ações
A diferença de R$ 766 em relação à média nacional ressalta o descompasso regional na geração de renda e evidencia a necessidade urgente de políticas voltadas para a qualificação profissional, diversificação econômica e fortalecimento de empregos formais no estado. O cenário exige um olhar atento por parte das autoridades locais e nacionais para que ações efetivas possam ser implementadas.
Os dados apresentados integram o balanço anual de 2025 da PNAD Contínua, que, embora aponte uma melhora nos indicadores de ocupação no Brasil, continua a alimentar o debate sobre a qualidade e a remuneração do trabalho nas diversas regiões do país. A disparidade salarial permanece um tema crucial, exigindo um compromisso conjunto para promover um desenvolvimento mais equitativo.
