Iniciativa de Monitoramento em Saúde
Com a intensificação das chuvas e a elevação dos níveis dos rios em várias regiões do Acre, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) deu início, na última segunda-feira, 29, à operação da Sala de Situação do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Este espaço, estabelecido no novo prédio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Rio Branco, tem como objetivo fundamental o monitoramento dos impactos climáticos na saúde da população.
A ativação da sala faz parte das ações do governo do Estado para se preparar e responder de maneira ágil aos efeitos do período chuvoso, que eleva os riscos de enchentes, alagamentos, deslocamento de famílias e problemas de saúde relacionados a essas condições climáticas.
“De acordo com as diretrizes do nosso governador Gladson Camelí, estamos implementando medidas de antecipação e prevenção a possíveis eventos adversos. Acompanharemos diariamente os níveis dos rios e a precipitação em cada município, garantindo que as decisões tomadas sejam precisas e, assim, conseguir minimizar os danos à população”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal.
Preparação e Prevenção em Tempos de Crise
A coordenadora do Cievs, Débora dos Santos, ressalta que a criação da sala é uma medida prevista no plano de contingência do Estado: “Hoje enfrentamos um cenário de alerta, o que justifica a ativação da sala de situação. O plano de contingência, aprovado no início deste ano, continua em vigor e tem validade de um a dois anos, servindo como guia para ações em situações emergenciais como a que estamos vivendo”.
Débora comenta também sobre a natureza atípica das chuvas que estão sendo registradas: “A última vez que enfrentamos uma enchente dessa magnitude no Acre foi em 2006. O que estamos observando agora é um grande volume de chuvas, refletindo nos rios de todo o estado”.
Com a Sala de Situação já em funcionamento e em colaboração com a Defesa Civil, a Sesacre passa a monitorar diariamente não apenas os níveis dos rios e a quantidade de chuvas, mas também as informações sobre ocorrências que possam impactar a saúde da população nos municípios. Esse acompanhamento é essencial para organizar o envio de equipes, insumos e apoio às áreas mais afetadas, garantindo respostas rápidas diante de situações de risco, tanto para os cidadãos quanto para os profissionais envolvidos nas intervenções de emergência.
