Rios em Alerta
Na tarde desta quinta-feira, o Rio Envira, que corta o município de Feijó, atingiu 12,22 metros, um aumento de 14 centímetros em relação à medição da quarta-feira (4), que havia registrado 12,08 metros. A cota de alerta para esta localidade é estabelecida em 11 metros, enquanto a de transbordamento está fixada em 12 metros. Com o nível do rio ultrapassando a marca de transbordo em mais de 20 centímetros, a Defesa Civil local expressou preocupação, especialmente diante das novas chuvas que foram reportadas na região.
“O acúmulo de chuvas registrado na transição de quarta para quinta-feira provocou uma elevação significativa no nível do rio. Na terça-feira (3), observávamos uma vazante, mas com a precipitação de aproximadamente 18 mm até hoje, a situação mudou rapidamente”, afirmou o Major Adriano Souza, coordenador da Defesa Civil de Feijó.
Conforme a Defesa Civil, quatro bairros da cidade foram impactados, afetando mais de 200 famílias, tanto em áreas urbanas quanto em comunidades ribeirinhas. Uma única família precisou ser acolhida em um abrigo montado em uma escola local e, até o momento, não há relatos de pessoas desalojadas.
A aldeia Paroá Central foi identificada como a mais afetada até agora. Entretanto, o Major destacou que os danos por lá estão mais relacionados às plantações da comunidade. Na terça-feira, equipes da Defesa Civil realizaram visitas às aldeias do Baixo Rio Envira, incluindo Boa União, Nova Aliança, Paredão, Huni Kuin e Shanenawa, entregando alimentos e água aos moradores.
Nível do Rio Acre e Juruá
Quanto ao Rio Acre, nesta quinta-feira, ele registrou 13,12 metros no levantamento feito às 13h, posicionando-se 62 centímetros acima da cota de transbordamento, que é de 12,50 metros, conforme informações da Defesa Civil Municipal. Apesar disso, o rio continua apresentando uma tendência de vazante, tendo marcado 13,24 metros na medição das 6h. “Embora esteja em cota de transbordamento, hoje observamos uma redução”, afirmou Raul Senna Assaline, coordenador da Defesa Civil.
Segundo Assaline, não há registros de pessoas desalojadas ou desabrigadas em Acre, mas os ribeirinhos já enfrentam perdas significativas em suas plantações. “Na cidade, apenas uma via, a conhecida rua da praia, foi levemente afetada. Contudo, as comunidades ribeirinhas estão lidando com as consequências da cheia”, explicou.
O Rio Juruá, por sua vez, atingiu a marca de 13,44 metros nesta quinta-feira (5), apresentando uma situação considerada estável pela Defesa Civil. “Estamos monitorando a situação e, por enquanto, não temos famílias em abrigos. Há uma expectativa de que o nível do rio comece a baixar a partir desta sexta-feira (6)”, relatou Iranilson Neri, coordenador de desastres municipal.
A cota de transbordamento para o Rio Juruá é de 13 metros, e mais de 6 mil moradores estão sendo impactados de forma direta ou indireta pela cheia, seja na zona urbana ou na área rural. A situação exige atenção contínua das autoridades locais, que permanecem em alerta para qualquer eventualidade que possa surgir em decorrência das condições climáticas adversas.
