Mais uma cheia do Rio Juruá gera preocupação em Cruzeiro do Sul
Cruzeiro do Sul enfrenta uma situação alarmante, já que o Rio Juruá transbordou pela segunda vez em janeiro. A Defesa Civil registrou um nível de 13,12 metros neste sábado (31), superando a cota de transbordo de 13 metros. A cidade está sob estado de emergência desde o dia 20 de janeiro, quando a primeira cheia do ano causou impactos significativos na região.
Apesar do cenário crítico, não foram encontrados desabrigados ou desalojados até o momento, conforme o boletim mais recente da prefeitura. O aumento no nível do rio ocorre em um período de chuvas intensas que afetaram tanto a zona urbana quanto a rural, levando à decretação da situação de emergência.
Atualmente, oito bairros, incluindo Várzea, Olivença, Miritizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho e São Salvador, estão sendo impactados pela cheia. Na zona rural, comunidades ribeirinhas, como Tapiri, Praia Grande, Lagunho e outras, estão sob monitoramento constante.
Defesa Civil intensifica ações de monitoramento e suporte
Desde o início da emergência, a Defesa Civil tem trabalhado incessantemente no acompanhamento do nível do rio, além de realizar vistorias em áreas de risco e manter equipes prontas para atender a população. A prefeitura mobilizou também diversas secretarias para desenvolver ações preventivas, incluindo orientação aos moradores e preparações para possíveis acolhimentos.
Na cheia registrada em 17 de janeiro, aproximadamente 1.650 famílias foram afetadas, totalizando cerca de 6,6 mil pessoas. Dentre essas, pelo menos 139 famílias enfrentaram a falta de energia elétrica e acesso à água potável. Embora não haja, até o momento, registros de famílias desalojadas, o alerta permanece ativo devido às previsões de chuvas continuadas nos próximos dias.
Decreto de emergência e suas implicações
O decreto de emergência, assinado pelo prefeito Zequinha Lima, autoriza uma série de ações, como a mobilização total da máquina pública e a dispensa de licitação para situações emergenciais. Classificado como ‘Situação de Emergência Nível II’, o decreto reflete a magnitude dos danos causados pela cheia e a necessidade de apoio para gerenciar a crise.
As medidas incluem, entre outras, a possibilidade de entrada forçada em imóveis para resgates e evacuações, uso temporário de propriedades particulares e desapropriações em áreas de risco. A validade da situação de emergência é de seis meses, podendo ser reavaliada conforme a evolução dos eventos e a necessidade de recursos adicionais dos governos estadual e federal.
Com a continuidade da previsão de chuvas, a população permanece em alerta, e as autoridades locais seguem atentas às condições do Rio Juruá e aos possíveis impactos na comunidade. O cenário, que já gerou preocupação no início do mês, agora apresenta um novo desafio, exigindo união e ação rápida por parte dos órgãos competentes e da população.
