Defesa Civil e Monitoramento da Situação
O Rio Acre voltou a transbordar, atingindo a cota de 14 metros nesta sexta-feira, dia 16. Essa é a segunda vez que a situação se repete em menos de um mês em Rio Branco, a capital do Acre. O nível das águas ultrapassou o limite estabelecido para o transbordamento, o que acendeu o sinal de alerta dos órgãos responsáveis. Com isso, a Defesa Civil municipal iniciou um monitoramento rigoroso das condições do manancial, em busca de assegurar a segurança da população afetada.
A decisão sobre a remoção de famílias que residem em áreas suscetíveis a inundações dependerá do comportamento do rio nas próximas horas. As autoridades estão atentas à velocidade com que o nível da água tem subido, o que pode exigir intervenções rápidas para proteger os moradores.
Impactos na Mobilidade Urbana
As consequências do transbordamento já são visíveis, com ruas importantes da cidade enfrentando alagamentos. Na Rua Durval Camilo, por exemplo, o acúmulo de água tornou o tráfego praticamente impossível, levando os moradores a enfrentarem riscos para conseguir atravessar a via a pé. Outra área gravemente afetada é a Rua Barbosa Lima, localizada no bairro da Base, onde as águas subiram significativamente, deixando a rua parcialmente submersa. Além disso, muitos terrenos em áreas mais baixas também foram invadidos pela enchente, complicando ainda mais a situação dos ribeirinhos.
Previsões e Desafios para Ribeirinhos
Com as previsões meteorológicas e hidrológicas indicando que o nível do Rio Acre pode subir ainda mais em um curto espaço de tempo, a comunidade ribeirinha já está em estado de alerta. É o caso de Vicente Gonçalves, um experiente navegante que trabalha no rio há mais de trinta anos. Ele enfatiza que a situação exige extrema cautela, especialmente para aqueles que dependem do manancial para transporte e sustento.
Os deslocamentos, como por exemplo, a viagem para a reserva Chico Mendes — que leva cerca de um dia e meio de barco —, estão se tornando cada vez mais arriscados. A força da correnteza e os detritos trazidos pela cheia podem representar perigos significativos para quem navega. É uma situação delicada e que requer a atenção de todos os envolvidos.
Diante desse cenário, as autoridades, junto à Defesa Civil, seguem monitorando as condições do rio e prontos para agir rapidamente, garantindo a segurança e o suporte necessário para a população. A união da comunidade e a colaboração entre os órgãos governamentais são fundamentais para enfrentar os desafios impostos pela natureza e minimizar os impactos da cheia do Rio Acre.
