Rio Acre em Vazante: Desmobilização de Abrigos na Capital Acreana
O Rio Acre, que recentemente enfrentou uma série de transbordamentos, agora demonstra sinais de vazante. Este fenômeno se intensificou após a terceira cheia registrada neste ano, com o manancial ultrapassando a cota de transbordo na última terça-feira (31), alcançando 13,90 metros à meia-noite. Diante da situação, quatro escolas municipais, incluindo a Anice Dib Jatene e a Álvaro Rocha, foram designadas para servir como abrigos temporários para os afetados.
Em um esforço para suportar essa fase de transbordamento, foi montado um abrigo no Parque de Exposições Wildy Viana, que foi desmobilizado no dia 26 de março. O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, esclareceu que novas opções de abrigo foram criadas, incluindo quatro escolas e um complexo esportivo ao lado do Ginásio Coberto. “O objetivo era garantir um espaço seguro e acolhedor, com a instalação de divisórias e infraestrutura adequada”, comentou Falcão.
Atualmente, a maioria das regiões da bacia do Rio Acre já se encontra em vazante, com exceção de alguns pontos, como o Rio Espalha e o Riozinho do Rola. O tenente-coronel Falcão também indicou que, com a previsão de redução nas chuvas, não há expectativas de novos transbordamentos nas próximas semanas. “A tendência é que a situação melhore consideravelmente”, acentuou.
Na última quinta-feira (2), o nível do Rio Acre caiu para abaixo da cota de alerta, após quatro dias consecutivos de transbordamento em Rio Branco. O histórico recente mostra que a última vez que o rio atingiu a cota de alerta foi em 29 de janeiro, quando seu nível estava em 13,64 metros. Durante a segunda-feira (30), o rio ainda apresentava elevação, atingindo 14,01 metros às 18h, marcando novamente a cota de transbordo, que é estabelecida em 14 metros.
A primeira ocorrência de transbordamento do Rio Acre neste ano aconteceu em 27 de dezembro, quando o nível chegou a 14,03 metros. A segunda cheia foi registrada em 16 de janeiro, com o rio alcançando 14,06 metros às 18h. O terceiro transbordamento ocorreu em 29 de janeiro, também às 18h, quando o nível do rio estava em crescimento devido às chuvas nas áreas de cabeceira.
Após o terceiro transbordamento, a situação começou a se normalizar. Em 3 de fevereiro, após uma semana de transbordamento, o nível do manancial começou a diminuir. O pico da cheia foi registrado um dia antes, quando o Rio Acre atingiu 15,44 metros às 9h, afetando mais de 12 mil pessoas direta ou indiretamente na capital.
Os dados de monitoramento indicaram que o nível do rio baixou para 10,93 metros no dia 7 de fevereiro, sinalizando uma melhora na situação. Em 9 de fevereiro, após quase um mês em estado de atenção, o nível do manancial continuou em queda, permitindo que as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começassem a voltar para suas casas. No total, 39 famílias, somando 115 pessoas e 26 animais, estavam temporariamente hospedadas no parque.
Em fevereiro, a capital acreana registrou um volume de chuvas abaixo do esperado, totalizando 114,4 milímetros, representando apenas 38,1% da média esperada de 300,1 mm para o mês. Segundo a Defesa Civil Municipal, essa redução no volume de chuvas contribuiu para a melhora na situação dos moradores afetados pelas enchentes.
