Reação do Sindicato destoa da Prática da Energisa
O Sindicato dos Urbanitários do Acre expressou seu forte repúdio às demissões realizadas pela Energisa Acre, que ocorreram de maneira abrupta, sem a devida transparência e sem justificativas plausíveis. Desde o início de 2026, uma série de demissões impactou diversos trabalhadores, pessoas que sempre se dedicaram ao seu trabalho e que não apresentavam qualquer conduta que justificasse tal ação extrema.
Esses profissionais, conhecidos por seu comprometimento, desempenhavam suas funções com seriedade, contribuindo para a qualidade dos serviços oferecidos à população do Acre. A forma como essas demissões foram conduzidas revela não apenas uma falta de respeito para com os trabalhadores, mas também um descaso com suas famílias, que agora enfrentam a insegurança decorrente dessa decisão.
O Sindicato ressalta que as demissões sem critérios claros evidenciam uma incoerência entre o discurso institucional da empresa e suas práticas. A ausência de um diálogo franco e fundamentado gera um clima de instabilidade, medo e incerteza dentro da organização, prejudicando não apenas aqueles que foram demitidos, mas todo o ambiente de trabalho.
Além disso, essa postura afronta a dignidade da pessoa humana e se caracteriza como assédio moral organizacional, uma vez que impõe ao coletivo a pressão psicológica da constante possibilidade de perda de emprego. Essa situação contraria princípios de saúde e segurança no trabalho, conforme previsto na NR-01, que regulamenta as normas de segurança e saúde no ambiente laborativo.
Diante da gravidade das denúncias e da falta de esclarecimentos formais por parte da Energisa, o Sindicato dos Urbanitários decidiu levar a questão ao Ministério Público do Trabalho. O objetivo é a apuração de possíveis irregularidades e a verificação de eventuais violações dos direitos trabalhistas dos colaboradores afetados.
Na nota divulgada, o Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade, dos direitos e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, garantindo que seguirá vigilante e atuante na proteção da categoria, em busca de um ambiente de trabalho justo e respeitoso. Assim, busca-se restabelecer um diálogo que respeite a integridade e os direitos de todos os trabalhadores envolvidos.
