Astros do futebol e sua paixão por relógios exclusivos
Jogadores como Cristiano Ronaldo, neymar, Lionel Messi, Erling Haaland e Kylian Mbappé não apenas brilham dentro dos gramados, mas também se destacam fora deles por suas coleções de relógios de luxo. Esses acessórios ultrapassam a função de simples marcadores do tempo, transformando-se em verdadeiras joias que refletem a personalidade e o estilo de cada craque. Alguns modelos chegam a valer mais de R$ 10 milhões, evidenciando o fascínio desses atletas pelo universo da alta relojoaria.
Relação entre o esporte e a alta relojoaria
O mercado de relógios de luxo tem estreitado laços com o esporte, especialmente com as modalidades mais populares. Marcas tradicionais investem pesado em patrocínios e ações promocionais. A Hublot, por exemplo, está presente nas placas de substituição de competições da Fifa, enquanto a Rolex mantém forte associação com a Fórmula 1. Atualmente, a Tag Heuer também participa desse cenário como patrocinadora da categoria automobilística. Essas parcerias reforçam a conexão entre o prestígio dos relógios e o desempenho esportivo.
Além do investimento em publicidade, a exclusividade é um dos fatores que torna esses relógios tão desejados. No caso da Patek Philippe, uma das grifes mais prestigiadas, não basta ter alto poder aquisitivo. Os compradores precisam estabelecer um relacionamento próximo com a marca e aceitar condições rigorosas, como o compromisso de não revender a peça nos primeiros três anos, para garantir prioridade em lançamentos limitados.
As peças mais valiosas no pulso dos craques
Cristiano Ronaldo possui entre seus relógios o Franck Muller Imperial Tourbillon, uma obra que reúne 474 diamantes em corte baguete e 70 rubis, sem base de ouro visível. Avaliada em cerca de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,2 milhões), a peça é uma das mais exclusivas do mercado.
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Neymar, por sua vez, é dono de um raro Richard Mille RM 68-01 Tourbillon “Cyril Kongo”, criado por um famoso artista de rua. Apenas 30 unidades foram fabricadas no mundo, e o valor estimado é de US$ 2,1 milhões (em torno de R$ 10,7 milhões).
Messi, conhecido por seu estilo mais discreto, prefere relógios da Patek Philippe. Um destaque em sua coleção é o Grand Complications em ouro rosa, avaliado em cerca de US$ 1,9 milhão (R$ 9,7 milhões).
O técnico Pep Guardiola também faz parte desse universo, exibindo o Richard Mille RM 022 Tourbillon, avaliado em US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,6 milhões). Já Antoine Griezmann é fã da Rolex, especialmente do modelo Cosmograph Daytona “Rainbow”, cuja avaliação chega a US$ 600 mil (R$ 3 milhões).
Mercado bilionário e estratégias das marcas de luxo
O mercado global de relógios de luxo movimenta cifras impressionantes. Segundo pesquisas da Morgan Stanley e da LuxeConsult, o setor alcança cerca de 52 bilhões de euros (aproximadamente R$ 317,2 bilhões), podendo ultrapassar US$ 84 bilhões (R$ 478,8 bilhões) ao incluir o mercado secundário de peças usadas e vintage.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Apesar da redução pela metade no volume de exportação de relógios suíços desde 2000, o faturamento global quase triplicou. Isso se deve à estratégia das marcas, que produzem menos unidades, mas com preços mais altos e foco na exclusividade. O mercado secundário de seminovos cresce com colecionadores que veem esses relógios como investimentos.
Principais marcas dominam o mercado
O setor da alta relojoaria é altamente concentrado. As maiores marcas respondem por mais da metade do faturamento da indústria suíça. A Rolex, líder absoluta, detém cerca de um terço do mercado global, com faturamento estimado em 11 bilhões de francos suíços (R$ 73,7 bilhões) e movimenta mais de US$ 14 bilhões (R$ 79,8 bilhões) no varejo.
Outras grifes importantes incluem Cartier, com faturamento de 3,48 bilhões de francos suíços (R$ 23,3 bilhões) e participação de 9%; Audemars Piguet, com 2,60 bilhões de francos suíços (R$ 17,4 bilhões) e 6% do mercado; Patek Philippe, com receita de 2,50 bilhões de francos suíços (R$ 16,7 bilhões) e 7% de share; e Omega, com 2,20 bilhões de francos suíços (R$ 14,7 bilhões) e 6% do mercado.
Jogadores como embaixadores das marcas
Kylian Mbappé e Erling Haaland não apenas colecionam relógios de luxo, mas também atuam como embaixadores de marcas renomadas. Mbappé representa a Hublot, enquanto Haaland é associado à Breitling, evidenciando a influência dos atletas no mercado da alta relojoaria e a sinergia entre esporte e luxo.
