Diminuição Drástica nas Queimadas no Acre
Entre 1º de janeiro e 18 de fevereiro de 2026, o Acre registrou apenas quatro focos de queimadas, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este número coloca o estado na última posição do ranking nacional, refletindo o menor volume de ocorrências entre as unidades da federação.
Ao compararmos com o mesmo período de 2025, quando foram documentados 38 focos, a redução de 89% representa o melhor desempenho do Acre nos últimos anos. No ano passado, os números foram de 11 registros; em 2023, foram oito; enquanto em 2022 o total chegou a 27 focos. Os dados para 2021 e 2020 foram de cinco e 16, respectivamente, ilustrando uma tendência de queda significativa.
Comparação com Outros Estados
Apesar do Acre se destacar por seu baixo índice, outros estados enfrentam uma realidade oposta. O Pará lidera o ranking nacional com 1.241 focos de queimadas, seguido de perto pelo Maranhão, que contabiliza 1.074, e Ceará, com 546. Na Região Norte, os estados vizinhos também apresentam números consideráveis, como o Amazonas, com 37 focos, e Rondônia, com 14.
Contexto Internacional
Em uma perspectiva mais ampla, o Brasil somou 5.969 focos de queimadas no mesmo período e ocupa a segunda posição na América do Sul, apenas atrás da Venezuela, que registrou 6.284 ocorrências. Essa comparação evidencia a dificuldade em controlar incêndios florestais em diversas regiões do continente e ressalta a importância de políticas eficazes de prevenção e combate a queimadas.
Com a queda no número de queimadas, o Acre se torna um exemplo positivo em um cenário nacional desafiador. Especialistas ressaltam que ações de conscientização e monitoramento são fundamentais para manter essa tendência, garantindo não apenas a proteção do meio ambiente, mas também o bem-estar das comunidades que dependem desses ecossistemas.
