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    Governo do Acre Reforça Diálogo com Líderes da APA Lago do Amapá para Implementar Programa de Resili
    Cultura 01/02/2026

    Governo do Acre Reforça Diálogo com Líderes da APA Lago do Amapá para Implementar Programa de Resiliência Socioambiental

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    Programa de Resiliência Socioambiental no Acre

    No último sábado, 31, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), organizou uma reunião na Escola Ruy Azevedo, localizada na Estrada do Amapá. O objetivo do encontro foi apresentar o Programa de Resiliência Socioambiental a lideranças comunitárias da Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. A atividade contou com a presença de moradores locais, gestores e técnicos da Sema, que detalharam os eixos do programa, bem como o processo de implementação e os benefícios que a iniciativa trará para a comunidade.

    A reunião também abordou a criação do programa, que se propõe a enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e os impactos ambientais severos. A proposta é promover a conservação da biodiversidade ao mesmo tempo em que se fortalece a governança socioambiental na região.

    Parcerias e Resultados Esperados

    O Programa de Resiliência Socioambiental é resultado de uma colaboração entre o governo do Acre, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Fundo Brasil-ONU, e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal (CAL), sendo executado pela UNESCO, com doação do governo do Canadá. A expectativa é que o programa gere impactos significativos, tanto sociais quanto ambientais, nas Áreas de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco e Lago do Amapá.

    Entre as ações previstas, estão a conservação ambiental, a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da governança local e a promoção da segurança hídrica e alimentar. Além disso, a iniciativa incentiva a bioeconomia sustentável e a igualdade de gênero. A implementação dessas medidas visa melhorar a qualidade de vida das populações locais, equilibrando a proteção dos ecossistemas com o desenvolvimento econômico e social da região.

    Estima-se que mais de 300 pessoas sejam capacitadas pelo programa, sendo 100 voltadas para o fortalecimento da governança territorial e mais de 200 focadas em atividades relacionadas à bioeconomia, ampliando as oportunidades para geração de renda sustentável.

    Eixos do Programa

    No eixo de Governança, o programa pretende estabelecer uma gestão participativa e inclusiva das APAs, com um enfoque especial na igualdade de gênero. As ações incluem a capacitação de 100 pessoas e a elaboração de um plano de educação e sensibilização ambiental para os moradores das áreas protegidas.

    Já o eixo de Restauração Florestal visa aumentar a resiliência ambiental e diminuir as vulnerabilidades socioambientais, integrando ações de recuperação ecológica ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). As metas incluem a proteção de pelo menos 20 nascentes e a recuperação de 30 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

    No que diz respeito à Segurança Hídrica, os investimentos em infraestrutura adaptada às mudanças climáticas são fundamentais. O programa planeja a construção de 160 fossas para saneamento básico e a instalação de 15 sistemas de tratamento de água.

    Por fim, o eixo de Bioeconomia Justa e Sustentável prioriza o estímulo à produção extrativista e à agricultura familiar orgânica, com a estruturação de 200 unidades produtivas e a capacitação de 200 indivíduos em bioeconomia.

    Depoimentos e Expectativas

    O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou: “Estamos fortalecendo o diálogo com a comunidade para apresentar o Programa de Resiliência Socioambiental e detalhar as ações que serão desenvolvidas ao longo do próximo ano. O Programa é estratégico para a política ambiental do Acre e essencial para que o governo cuide das pessoas, promovendo desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para as comunidades”.

    Elielton Ferreira, consultor da Unesco, destacou que “o programa é estruturado em quatro eixos principais, onde as ações estarão voltadas para a segurança hídrica, o reflorestamento, a bioeconomia e a governança. A governança participativa será crucial para ouvir a comunidade, identificar prioridades e definir a aplicação dos recursos, permitindo a execução do programa de maneira mais eficiente”.

    A aposentada Maria do Socorro Nascimento expressou: “Para nós, esse programa representa uma grande esperança, especialmente pela chegada desse recurso à nossa comunidade. Esse apoio é fundamental, assim como a credibilidade que estão nos dando, algo muito importante para todos nós. Também é essencial que a comunidade esteja informada, participando e acompanhando o que está sendo feito e o que ainda será realizado. Por isso, só tenho a agradecer a todos”.

    Por sua vez, a advogada e presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (AMPREA), Alieth Maria Gadelha, comentou: “Quero agradecer ao governador do Estado e ao secretário de Meio Ambiente pela coragem e pela iniciativa de impulsionar esse programa aqui na APA Lago do Amapá. Desde sua criação, a APA tem um papel estratégico para equilibrar o clima de Rio Branco, proteger os recursos hídricos, fauna e flora. Por isso, agradecemos esse olhar diferenciado do governo, que compreendeu que essa área é estratégica para Rio Branco”.

    APA Lago do Amapá avanços do governo do Acre Programa de Resiliência Socioambiental sustentabilidade
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