A Ausência do Presidente da Funtac
A Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) deveria estar concentrada em projetos e soluções que impulsionem o desenvolvimento científico do estado. No entanto, João Paulo Bittar, presidente do órgão e filho do senador Márcio Bittar, optou por deixar suas funções para participar de uma marcha em direção a Brasília, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira.
Essa decisão não passou despercebida e gerou reações internas. Para muitos, essa escolha foi vista como um abandono das responsabilidades em um momento crítico para a Funtac, que já lida com limitações estruturais e demanda uma presença ativa de seus gestores.
Repercussão da Marcha
Fora do ambiente de trabalho, Bittar parecia estar em seu elemento. Em vídeos que circulam nas redes sociais, o presidente da Funtac compartilhou, com entusiasmo, suas experiências na marcha, um percurso que ele afirmou ter cerca de 40 quilômetros. Além disso, fez uma estimativa de que aproximadamente 15 mil pessoas participaram do evento. Em meio a tudo isso, aproveitou para tecer críticas ao presidente Lula, criando um clima de descontração em meio à seriedade de sua ausência no trabalho.
“Está chovendo, mas está pouco, né? Os caras andaram aí uns 180 quilômetros já. Eu só andei 30, vamos andar mais, né?”, disse Bittar, com um tom leve e quase como se estivesse descrevendo uma trilha de fim de semana, em vez de justificar sua falta em um cargo público.
Implicações para a Funtac
A Funtac, que deveria ser o epicentro da tecnologia e inovação no Acre, enfrenta desafios constantes devido à falta de recursos e apoio. A ausência de uma liderança efetiva nesse momento crítico levanta questões sobre a direção da fundação e o comprometimento de seus gestores com o desenvolvimento do estado. Com a presença de Bittar nas manifestações, muitos se perguntam sobre o futuro da instituição e se a prioridade deve realmente estar na militância política em detrimento do desenvolvimento científico.
Este episódio também reitera um padrão observado em várias instituições públicas, onde a política frequentemente sobrepõe a gestão e a eficiência. Além disso, é um lembrete do quão importante é que os líderes estejam comprometidos com suas responsabilidades, especialmente em tempos de necessidade. A participação de Bittar em eventos políticos pode levantar questões sobre a adequação de sua posição na Funtac, que deveria estar centrada no progresso e na inovação tecnológica do Acre.
Em um cenário onde a colaboração e o desenvolvimento são essenciais, a gestão de instituições como a Funtac deve ser uma prioridade. A comunidade científica e tecnológica do estado espera que seus líderes permaneçam focados em suas responsabilidades, contribuindo efetivamente para o avanço do Acre.
