Cenário dos Preços do Etanol no Brasil
São Paulo, 23 – Os preços médios do etanol hidratado registraram elevações em 23 Estados, com quedas apenas no Acre e em Mato Grosso do Sul, enquanto no Distrito Federal (DF) os valores permaneceram estáveis na semana que se encerrou em 21 de março. No Amapá, não foram realizados levantamentos de preços. Esses dados foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme estudo elaborado pelo AE-Taxas.
Nos postos analisados pela ANP em todo o território nacional, o preço médio do etanol subiu em comparação à semana anterior, passando de R$ 4,64 para R$ 4,70 por litro, o que representa um aumento de 1,29%. O estado de São Paulo, que é o maior produtor e consumidor desse biocombustível, viu um acréscimo de 1,12%, com o preço do litro chegando a R$ 4,52.
Entre as variações registradas, a maior alta percentual foi de 6,26%, observada em Pernambuco, onde o preço saltou de R$ 5,43 para R$ 5,77 o litro. Em contrapartida, a maior queda foi registrada no Acre, com uma diminuição de 12,58%, reduzindo o valor de R$ 6,20 para R$ 5,42 por litro.
Análise dos Preços Mínimos e Máximos
Durante a semana analisada, o menor preço do etanol encontrado em um posto foi de R$ 3,86 por litro, em São Paulo. O valor mais alto, por sua vez, foi de R$ 6,99, observado no Rio Grande do Sul. No que diz respeito aos preços médios estaduais, Mato Grosso do Sul registrou o menor preço médio, de R$ 4,34, enquanto o maior foi encontrado no Rio Grande do Norte, com R$ 5,89 o litro.
Competitividade do Etanol Frente à Gasolina
Na última semana, a competitividade do etanol em relação à gasolina se destacou em apenas três Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na média dos postos pesquisados, o etanol apresentou uma paridade de 70,68% em comparação à gasolina, o que indica um cenário menos favorável para o biocombustível em relação ao combustível derivado de petróleo, segundo o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.
Em Mato Grosso, a paridade foi de 69,57%; em Mato Grosso do Sul, de 68,89%; e em São Paulo, de 69,11%. Especialistas do setor afirmam que, mesmo com uma paridade superior a 70%, o etanol pode ainda se mostrar competitivo, dependendo do tipo de veículo em que o biocombustível estiver sendo utilizado.
