Iniciativa em Tecnologia de Segurança Pública
A Polícia Militar do Acre (PMAC) está prestes a dar um passo significativo na modernização de suas operações. A comandante-geral da corporação, coronel Marta Renata, anunciou recentemente que o treinamento para a utilização de câmeras corporais, conhecidas como bodycams, foi finalizado. A medida, que visa incrementar a transparência e segurança nas abordagens policiais, é fruto de um convênio firmado com o Ministério da Justiça, que inclui um investimento de R$ 3,48 milhões.
De acordo com a coronel Marta, a PMAC já completou as etapas internas necessárias para a chegada dos equipamentos. “Nós assinamos o convênio com o Ministério da Justiça para a implantação e utilização das câmeras corporais. O treinamento do efetivo já foi realizado e agora aguardamos os trâmites legais para a licitação e a efetivação do serviço na corporação”, detalhou.
Quando questionada sobre um cronograma para a utilização das câmeras, a comandante mencionou que essa questão depende das instâncias federais: “O prazo para o início da utilização das câmeras nas ruas é algo que está atrelado às tratativas e encaminhamentos do Ministério da Justiça”, ressaltou.
Investimento e Expectativa de Implementação
A decisão do Governo do Acre em investir nessa tecnologia ganhou força após discussões com o Ministério Público, além da liberação de diretrizes nacionais que padronizam o uso de dispositivos como as câmeras corporais no Brasil. O convênio formalizado com o Ministério da Justiça e Segurança Pública permitirá que a PMAC inicie as operações com um lote inicial de 200 câmeras, com previsão de início até o final de 2026. As câmeras serão utilizadas prioritariamente em operações de policiamento ostensivo.
Essa implementação coloca o Acre em um contexto nacional de modernização na fiscalização policial, alinhando-se a outros estados que já adotam a tecnologia, como Santa Catarina e São Paulo. Enquanto o estado paulista se destaca com um dos programas mais robustos do país, com resultados positivos na redução da letalidade policial, outras regiões, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, também estão avançando na adoção de sistemas semelhantes.
Recentemente, o Ministério da Justiça incluiu o Acre em um grupo de oito estados habilitados a receber recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Essa iniciativa reforça a tecnologia como uma ferramenta essencial não apenas para a proteção dos cidadãos, mas também para os próprios policiais, funcionando como uma prova técnica em eventuais processos judiciais.
