Iniciativa da SEE potencializa ensino artístico em escolas de Rio Branco
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) promoveu, nesta quinta-feira, 26, a Oficina Música e Movimento, realizada na Escola Armando Nogueira, em Rio Branco. Este evento é voltado para professores de linguagens artísticas e coordenadores pedagógicos das escolas de ensino fundamental em tempo integral. A atividade integra a programação de formação continuada, que teve início na segunda-feira, 23, e será concluída na sexta, 27.
Bruna Herlidny Oliveira, assessora pedagógica da SEE, informou que a formação foi dividida em dois grupos. Enquanto os docentes de linguagens artísticas participaram da oficina na unidade escolar, outros professores estavam na sede da Secretaria, onde ocorreram oficinas de matemática e língua portuguesa ao longo da semana.
“O objetivo desta formação é estimular o desenvolvimento, a criatividade e a sensibilidade estética dos professores, assim como reforçar a expressão corporal e a comunicação por meio das diversas linguagens artísticas”, enfatizou Bruna.
Essa formação é um passo importante para consolidar o planejamento pedagógico das escolas integrais, promovendo a arte como uma ferramenta essencial para o aprendizado e o desenvolvimento integral dos alunos.
A oficina foi conduzida pela professora Silvia Rejane Teixeira, da Divisão MultiArte, utilizando como base os parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no componente curricular de Arte, com ênfase na linguagem musical e nas diferentes dimensões do conhecimento.
“Estamos explorando as propriedades do som e apresentando alternativas para que os docentes integrem essas práticas nas aulas e as desenvolvam com seus alunos”, explicou a formadora.
Participaram da oficina 49 profissionais de 24 escolas integrais de Rio Branco. Silvia mencionou que o intuito é expandir essa iniciativa para todos os municípios do estado.
A educadora também observou a transformação dos participantes ao longo da atividade. “No começo, os professores chegam um pouco nervosos, sem saber o que esperar. À medida que trabalhamos com o corpo, o ritmo e a concentração, eles começam a se soltar. Ao final, todos se envolvem ativamente, dançando, se movimentando e utilizando a voz, e muitos pedem por novos encontros”, relatou.
Arte como Ferramenta de Aprendizado
O foco da oficina foi a utilização da voz e do corpo como principais ferramentas, contando com práticas de percussão corporal, ritmo e canto. Instrumentos alternativos, como panelas, raladores, colheres, tampas e garrafas PET, foram utilizados, mostrando opções acessíveis para o trabalho em sala de aula.
Marília Bonfim, chefe da Divisão MultiArte da SEE, destacou que essa iniciativa é um avanço significativo na valorização das linguagens artísticas na rede estadual de ensino. “É um momento muito gratificante, pois já conseguimos visualizar a arte com uma presença mais forte na escola. A criação da Divisão MultiArte foi uma manifestação do desejo do secretário em popularizar a arte no ambiente escolar, garantindo a todos os alunos o direito ao contato com a apreciação artística”, afirmou.
Além das visitas que ocorrem durante o ano nas unidades escolares, Marília enfatizou que a formação continuada potencializa o trabalho dos educadores. “Ao expandir o conhecimento dos professores sobre a arte, asseguramos que ela esteja presente diariamente nas escolas. Temos convicção de que alcançaremos o objetivo da gestão, que é democratizar o acesso à arte”, finalizou.
A professora Cosma Lopes Oliveira, da Escola Madre Hildebranda da Prá, avaliou a experiência como extremamente positiva e inspiradora. “Considero excelente. Foi uma experiência nova, pois ainda não havia participado de uma formação nesse tema específico. Estou adorando e, com certeza, aplicarei os conhecimentos em sala de aula”, declarou.
Segundo Cosma, os alunos também devem se envolver com a proposta: “Inicialmente, pode haver uma resistência, assim como nós, que estamos explorando esse novo aprendizado. No entanto, tenho certeza de que eles vão adorar. Será um momento de aprendizado lúdico e enriquecedor”, concluiu.
