Aumento nos Registros de Mpox
A capital do Acre, Rio Branco, anunciou neste sábado (21) um caso suspeito de Mpox em uma coletiva de imprensa realizada pela Secretaria Municipal de Saúde. A paciente, uma mulher de 40 anos, procurou uma unidade pública de saúde após apresentar sintomas compatíveis com a infecção. O secretário municipal de Saúde, Rennan Briths, informou que foram realizados exames e que o resultado deverá ser divulgado até a próxima quarta-feira (25). “A nossa equipe da vigilância está acompanhando a paciente, que segue cumprindo todos os protocolos de isolamento para evitar uma possível contaminação”, destacou Briths.
Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra atualmente 46 casos confirmados de Mpox, sendo a maior parte deles (41) concentrada no estado de São Paulo. Além disso, há um caso considerado “provável” e outros 98 em investigação. Não foram registrados óbitos associados à doença até o momento. Entretanto, desde 2022, o Ministério contabiliza 18 mortes por Mpox, de um total de 14.530 casos confirmados e 367 prováveis.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma infecção causada pelo vírus MPXV e caracteriza-se como uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, especialmente por roedores silvestres infectados. Contudo, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas. Os sintomas da doença podem surgir entre três a 16 dias após a exposição ao vírus, podendo chegar a um máximo de 21 dias.
Os sinais mais comuns incluem erupções ou lesões na pele, febre, ínguas (linfonodos inchados), dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Normalmente, as lesões na pele surgem alguns dias após o início da febre, embora também possam aparecer antes. Elas evoluem de manchas para bolhas com líquido, e posteriormente formam crostas, que caem conforme a pele cicatriza. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da Mpox é realizado por meio de exames laboratoriais que analisam a secreção ou as crostas das lesões. Até o momento, não existe um tratamento específico amplamente disponível para a doença. O atendimento nas unidades de saúde é focado em aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a evolução da doença é leve a moderada, com duração que varia entre duas a quatro semanas. As autoridades de saúde seguem em alerta, monitorando a situação e reforçando a importância dos cuidados preventivos para conter a propagação do vírus.
