Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tendências:
    • Cultura e Sustentabilidade se Encontram no Parque Rio Branco com Música ao Vivo
    • Prefeitura de Rio Branco leva magia do circo para 1.279 alunos da rede municipal
    • Casal que Viaja em Casa sobre Rodas Explora Cultura e Sabores do Acre
    • PEC da Segurança Pública pode ser votada na CCJ do Senado com mudanças cruciais
    • Baterias Gigantes no Acre: Revolução na Segurança da Energia no Brasil
    • Mailza lidera intenções de voto no Acre com 49% contra 32% de Alan Rick no 2º turno
    • Lens-Sporting: disputa decisiva em busca de tranquilidade e milhões na Champions
    • Sabores da Amazônia: Senac Acre apresenta culinária regional no Rio de Janeiro
    Acre Verdade
    • Política
    • Economia
    • Esportes
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Educação
    Acre Verdade
    Início»Saúde»MPF solicita suspensão de norma que limita atendimento médico a pessoas trans na Justiça
    Saúde 16/06/2025

    MPF solicita suspensão de norma que limita atendimento médico a pessoas trans na Justiça

    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn E-mail WhatsApp Copiar link

    **MPF Solicita Suspensão de resolução que Restringe atendimento Médico a Pessoas trans**

    O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação civil pública em busca da suspensão imediata dos efeitos da resolução nº 2.427/2025, emitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Essa norma traz novas limitações ao atendimento de pessoas trans, abrangendo principalmente crianças e adolescentes, e é qualificada pelo MPF como um “retrocesso social e jurídico”.

    Na petição protocolada junto à Justiça Federal, o MPF solicita não apenas a suspensão urgente da resolução, mas também sua anulação definitiva, além de um pedido de indenização no valor de R$ 3 milhões por danos morais coletivos. Segundo o órgão, esses recursos devem ser direcionados para atividades educativas que visem fortalecer os direitos da população LGBTI+ e promover o reconhecimento das identidades trans.

    Entre as mudanças mais significativas introduzidas pela resolução, está a proibição do bloqueio puberal, um tratamento que utiliza bloqueadores hormonais. Essa intervenção é considerada essencial para o bem-estar mental de jovens trans, de acordo com pesquisas da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. O MPF aponta que o procedimento é seguro e totalmente reversível, além de essencial para a prevenção de problemas sérios como depressão, automutilação e até suicídios. Para o MPF, as restrições impostas pela resolução são discriminatórias, uma vez que os mesmos medicamentos continuam disponíveis para tratar puberdade precoce em outras circunstâncias.

    Outro ponto controverso da resolução é o aumento da idade mínima para iniciar o tratamento de hormonização cruzada, que foi elevado de 16 para 18 anos. Além disso, agora é exigido que o tratamento seja acompanhado por psiquiatras e endocrinologistas por, pelo menos, um ano, o que pode atrasar o início do tratamento para a faixa etária de 19 anos. O MPF argumenta que essa alteração ignora a autonomia dos pacientes e vai de encontro ao consenso de mais de 170 entidades que defendem os direitos humanos e de saúde.

    As novas regras também determinam que apenas indivíduos a partir de 21 anos podem realizar cirurgias de afirmação de gênero. O MPF critica essa diretriz, afirmando que ela não respeita a autonomia pessoal e viola a maioridade civil aos 18 anos, permitindo, inclusive, a alteração de nome e gênero no registro civil, conforme aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A resolução ainda estabelece que pacientes trans que mantêm os órgãos biológicos devem ser atendidos apenas por profissionais que correspondam ao sexo biológico e não à sua identidade de gênero. Essa exigência, na visão do MPF, ignora decisões do STF e pode gerar situações hostis para pacientes, levando à revitimização e à resistência em buscar atendimento médico.

    Outra questão levantada é a imposição de um cadastro compulsório para pacientes que se submetem à cirurgia de redesignação sexual, obrigando o compartilhamento de dados com Conselhos Regionais de Medicina. O MPF considera que essa prática fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e excede as funções atribuídas aos conselhos profissionais.

    O procurador regional dos Direitos do Cidadão no acre, Lucas Costa Almeida Dias, enfatizou que a resolução está contribuindo para a intensificação da discriminação e da violência, tornando a busca por um atendimento médico de qualidade vital.

    Adicionalmente, a ação destaca que o Brasil permanece, pelo 16º ano consecutivo, como o país com maior taxa de homicídios de pessoas trans no mundo. Em 2023, foram documentadas pelo menos 230 mortes violentas de indivíduos LGBTI+, resultando em uma média de uma morte a cada 34 horas nos últimos dois anos.

    O MPF fundamenta seu pedido em uma extensa documentação técnica e científica, e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, juntamente com outras associações médicas, manifestou-se publicamente contra a resolução, reafirmando que os procedimentos são seguros e eficazes. Adiar tratamentos pode ser prejudicial à saúde dos pacientes, conforme alertam especialistas e instituições renomadas, como o Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (Amtigos) da USP e o Programa Aquarela da UERJ, que também criticar a lógica do CFM, fundamentada em taxas de arrependimento que, segundo estudos, são inferiores a 1% e muitas vezes resultam de pressões sociais.

    Por fim, o MPF reitera que a resolução ignora o amplo conhecimento técnico-científico já estabelecido, desconsiderando as vozes de profissionais em saúde e promovendo um modelo de atendimento restritivo que contraria direitos fundamentais garantidos pela Constituição Brasileira, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e por tratados internacionais. Além da anulação da norma, o MPF reforça a importância de destinar os R$ 3 milhões a iniciativas voltadas à promoção de direitos e ao combate à violência contra a população trans, envolvendo a participação da sociedade civil, órgãos públicos e o próprio MPF.

    acre_verdade_admin
    • Site

    Notícias relacionadas

    Em Alta Saúde 01/10/2026

    Morre Lito Sousa, influenciador de aviação que enfrentou doença rara

    Saúde 30/09/2026

    Processo Seletivo para Saúde Indígena no Acre Oferece Salários de até R$ 12,9 mil

    Em Alta Saúde 21/09/2026

    Morte de Presley Gerber: Impacto e Reflexões sobre Saúde Mental na Moda

    Logotipo acre verdade

    Categorias

    • Cultura
    • Educação
    • Entretenimento
    • Política
    • Saúde
    • Economia
    • Em Alta
    • Esportes
    • Tecnologia
    © 2026 Acre notícias. todos os direitos reservados
    • Política de Privacidade
    • Termos
    • Sobre o Acre Verdade
    • Contato

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

    Bloqueador de anúncios ativado!
    Bloqueador de anúncios ativado!
    Nosso site é possível através da exibição de anúncios on-line aos nossos visitantes. Por favor, ajude-nos desativando seu bloqueador de anúncios.