Aumento Alarmante no Número de Mortes no Trânsito
Dados recentes revelam que o Acre se destacou negativamente em 2024, apresentando um aumento de 52,69% nas mortes no trânsito em comparação ao ano anterior. As informações, provenientes do Ministério da Saúde, colocam o estado entre os piores desempenhos do Brasil, contribuindo para a elevação da média de fatalidades na Região Norte, que registrou um aumento de 15,71%, bem acima da média nacional de 6,5%.
No total, 37.150 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito em todo o país em 2024, o que representa uma média de 102 óbitos por dia. Esse número marca um crescimento em relação a 2023, quando foram registradas 34.881 mortes, consolidando o quinto ano consecutivo de alta desde 2019.
Fatores Contribuintes para a Escalada de Acidentes
Na Região Norte, o aumento nas mortes é atribuído a uma combinação de fatores estruturais e comportamentais. A rápida expansão da frota de veículos, a precariedade das estradas, que em sua maioria são rodovias de pista simples, e a falta de fiscalização adequada são algumas das causas apontadas. Além do Acre, o estado do Amazonas também viu um crescimento significativo, com 28,47% de aumento nas fatalidades.
Motociclistas: O Grupo Mais Vulnerável
Em âmbito nacional, os motociclistas continuam a ser os mais afetados por essa situação alarmante. Em 2024, as mortes envolvendo motocicletas aumentaram 14,71%, resultando em 1.982 vítimas a mais do que no ano anterior. Especialistas afirmam que a falta de fiscalização quanto ao uso de capacete e à habilitação adequada, somada ao aumento da frota de motos, são fatores que contribuem para essa tragédia, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Além dos motociclistas, o número de fatalidades envolvendo caminhões cresceu 30,22%, enquanto os ônibus registraram um aumento de 28,30%. Esses números refletem as más condições das rodovias em diversos estados.
Perfil das Vítimas de Acidentes
O perfil das vítimas continua a ser predominantemente masculino, com 82% dos óbitos ocurrendo entre homens, principalmente na faixa etária de 20 a 24 anos. Este dado levanta preocupações sobre a necessidade de ações direcionadas para a educação no trânsito e para a conscientização de condutores jovens.
Ações do Ministério dos Transportes
Em resposta a essa situação crítica, o Ministério dos Transportes revelou que está implementando uma estratégia voltada para a redução da violência no trânsito. Entre as ações previstas estão programas de formação para condutores, fiscalização rigorosa e melhorias na infraestrutura viária. O programa CNH do Brasil, que visa aumentar o acesso à habilitação, e a criação do Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano são algumas iniciativas mencionadas.
De acordo com o ministério, mais de 20 milhões de pessoas ainda dirigem sem a Carteira Nacional de Habilitação no Brasil. Essa realidade reforça a urgência de políticas que visem à regularização de condutores e à diminuição dos acidentes nas estradas.
