Iniciativas em Prol das Terras Indígenas
Com o intuito de fortalecer as estratégias de proteção às terras indígenas no Acre, a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) promoveu, na última quinta-feira, uma reunião online com órgãos federais e estaduais. O encontro teve como objetivo integrar ações e atualizar os planos de vigilância e fiscalização das Terras Indígenas (TIs) no estado. Essa ação é parte do projeto “Acre Rumo ao Desmatamento Ilegal Zero”, que conta com o apoio do Fundo da Amazônia e visa consolidar uma plataforma de dados informacionais para fomentar políticas públicas eficazes nos territórios indígenas.
A reunião não apenas apresentou o escopo do projeto, mas também discutiu ajustes internos e a busca por parcerias necessárias para a implementação das ações propostas. A secretária Francisca Arara, responsável pela Sepi, enfatizou a importância de que programas e iniciativas respeitem as diretrizes da gestão territorial e ambiental, além dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) que regem esses espaços.
“É essencial que fortaleçamos o diálogo e as parcerias com as instituições envolvidas, a fim de criar dados qualificados que possam embasar a formulação de políticas públicas contínuas em gestão ambiental”, afirmou Arara. A secretária ressaltou que deve-se garantir a continuidade de projetos relevantes que impactem positivamente o presente e o futuro dos povos indígenas, independentemente de mudanças nas esferas governamentais.
Parcerias e Desafios no Monitoramento
Em prosseguimento à reunião, a secretária destacou que o próximo passo será fortalecer o diálogo com a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Essas organizações desempenham um papel crucial no acesso a dados oficiais e na fiscalização das TIs.
Willian Flores, pesquisador do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (LabGama) da Universidade Federal do Acre (Ufac), também participou do encontro e trouxe à tona os desafios enfrentados na criação e manutenção contínua de plataformas de dados. “A atualização constante dos sistemas é fundamental para a geração de soluções que fortaleçam os núcleos de pesquisa. Isso é especialmente importante na área socioambiental, pois permite integrar esforços e ampliar os benefícios para a sociedade”, comentou Flores.
Projeto de Combate ao Desmatamento Ilegal
O projeto “Acre Rumo ao Desmatamento Ilegal Zero” tem como foco o monitoramento e combate ao desmatamento ilegal, através de ações integradas de fiscalização e vigilância nas 36 terras indígenas do Acre. A iniciativa visa não apenas proteger o meio ambiente, mas também fortalecer a institucionalidade das terras indígenas.
A reunião online contou com a participação de representantes da Ufac, campus de Cruzeiro do Sul, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ICMBIO, e da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), além de outras instituições que se uniram para consolidar ações de monitoramento e desenvolver alternativas de cooperação em prol dos povos originários. Esse esforço conjunto marca um passo significativo em direção à proteção e valorização das terras indígenas do Acre, promovendo um ambiente mais seguro e sustentável para essas comunidades.
