Análise revela aumento dos níveis dos rios na Bacia do Amazonas
O 2º Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), apresenta um retrato atual dos rios da região. A última semana trouxe boas notícias com a recuperação do rio Solimões, em Tabatinga (AM), que registrou um aumento de aproximadamente 1 metro, alcançando a cota de 7,58 m. Essa elevação é um indicativo de que o processo de enchente está em andamento e deve ser monitorado também nas demais estações ao longo da calha do rio, impactando os níveis do rio Negro em Manaus (AM).
“Esse cenário já era esperado e a tendência, a partir de agora, é que o processo de enchente seja normalizado na região”, afirma Andre Martinelli, pesquisador e gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional do SGB em Manaus.
Em outras localidades, como Manacapuru (AM), o rio Solimões apresentou variações, mantendo-se na cota de 13,16 m. O rio Negro, que passa por Manaus, também se manteve estável, apresentando uma leve variação de 4 cm em relação à semana anterior, atingindo a marca de 22,01 m. Ambos os rios estão dentro da faixa considerada normal para este período do ano.
Níveis do Rio Amazonas e Madeira também são monitorados
O rio Amazonas, por sua vez, tem apresentado uma desaceleração em sua subida, com níveis próximos às médias históricas para esta época do ano. No estado de Rondônia, o rio Madeira continua em fase de enchente e já alcançou a cota de 11,54 m.
Na última semana, o rio Acre, em Rio Branco (AC), também registrou uma subida significativa de 2,74 m, ultrapassando a faixa de normalidade com a cota observada em 13,11 m nesta terça.
Enquanto isso, o rio Branco segue sua tendência de vazante, mantendo-se estável em Boa Vista (RR) e Caracaraí (RR), onde as cotas observadas foram de 1,27 m e 1,80 m, respectivamente. Dados do SGB indicam que há previsão de chuvas com anomalias positivas, o que pode resultar em novas elevações nos níveis dos rios nos próximos 15 dias.
Importância do monitoramento hidrológico
A supervisão dos níveis dos rios é realizada através de uma rede de estações que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), sob a coordenação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O Serviço Geológico do Brasil opera cerca de 80% dessas estações, fornecendo informações cruciais para a prevenção de desastres, gestão dos recursos hídricos e para pesquisas acadêmicas. Os dados são disponibilizados na plataforma SACE e são atualizados diariamente, garantindo que a população e as autoridades tenham acesso a informações precisas sobre as condições hídricas da região.
