Um Marco de Representatividade e Resistência no Carnaval de 2026
No carnaval de 2026, o desfile do Bloco 6 é D+ foi palco de uma transformação significativa. Entre os ritmos envolventes da bateria e a energia contagiante da comunidade, duas vozes femininas brilharam ao conduzir o samba-enredo, simbolizando não apenas uma apresentação, mas uma jornada de conquistas e resistência. Narjara Saab e Carol di Deus, integrantes do grupo Moças do Samba, estão celebrando 13 anos de trajetória e, pela primeira vez, tiveram a honra de puxar um bloco.
Ambas, habituadas a se apresentar em palcos, saraus e rodas de samba, enfrentaram o desafio com entusiasmo e coragem. Carol di Deus compartilhou sua experiência: “Foi um desafio. A gente nunca tinha puxado um bloco, mas recebemos um convite muito carinhoso da diretoria do 6 é D+. A comunidade estava toda engajada, o tema era lindo e a gente veio com pensamento positivo”. Essa parceria entre as artistas e a comunidade reforçou a importância do carnaval como uma manifestação cultural coletiva.
Após dias intensos de folia, as cantoras mostraram não apenas resistência, mas também um incrível vigor. “A gente achou que não ia ter voz quando terminasse, mas estamos aí. Ainda dá pra cantar mais um pouquinho”, comentou Narjara Saab, em tom de brincadeira.
Uma Celebração da Cultura Local
O papel de Moças do Samba no carnaval transcende a simples performance. A presença de mulheres como puxadoras é um marco histórico para o Bloco 6 é D+, que agora se destaca pela inclusão e representatividade. Essa mudança significativa foi recebida com entusiasmo, criando um novo espaço para vozes femininas na cena do samba.
“Quando você vê uma comunidade toda unida em prol de um objetivo, a energia flui. Não tem jeito”, observou Saab, ressaltando a força da coletividade. Esse espírito colaborativo foi o que fez a apresentação ser ainda mais especial, levando a energia das moças a um nível contagiante.
Além de seu papel no bloco, as Moças do Samba têm uma agenda cultural ativa na cidade. Com apresentações programadas no Casarão e na Usina de Arte, elas buscam manter a chama do samba acesa. Um de seus projetos mais esperados, o “Sarau das Moças”, está agendado para o dia 28 de março, prometendo mais uma oportunidade para celebrar a cultura local e a força feminina.
A Voz Feminina no Samba
Enquanto a apresentação no Bloco 6 é D+ ecoou nas ruas, uma certeza se firmou: a voz feminina está cada vez mais forte e presente no cenário do samba. É uma história de luta e celebração que merece ser contada e ouvida, assim como o samba que faz pulsar os corações de todos os presentes.
A performance das Moças do Samba não é apenas um feito artístico; é um marco de resistência e um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na cultura. O carnaval deste ano deixou claro que a força feminina é uma força que deve ser celebrada e reconhecida. Em cada verso, em cada batida, a história dessas artistas se entrelaça com a história de uma comunidade que não para de lutar e sonhar.
Para conferir um pouco do que foi essa apresentação memorável, assista ao vídeo e sinta a energia que tomou conta da avenida!
