Denúncias e Prisões
Cinco jogadores do Vasco-AC, time de futebol do Acre, foram denunciados pelo Ministério Público do Acre (MPAC) por estupro coletivo e de vulnerável contra duas mulheres em um alojamento utilizado pela equipe. Dentre os denunciados, dois atletas já estão detidos: Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, que teve sua prisão preventiva decretada, e Brian Peixoto Henrique Ilziario, preso temporariamente.
Segundo a denúncia, os crimes ocorreram no dia 14 de fevereiro em um imóvel localizado no bairro Baixo da Colina, onde os jogadores residem. De acordo com investigações realizadas, as vítimas foram a uma festa de carnaval, onde acabaram interagindo com os jogadores e, posteriormente, aceitando o convite para ir ao alojamento.
Uma vez no local, as mulheres teriam sido submetidas a atos de violência sexual realizados por vários homens, em um contexto de vulnerabilidade e intimidação. Além de Erick e Brian, outros três jogadores foram denunciados: Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. A denúncia apresentada à 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco trouxe à tona os nomes de Lucas e Bernardo, que ainda não haviam sido divulgados anteriormente.
Provas e Testemunhos
O MPAC informou que, ao analisar a situação, o juízo considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes. Isso se baseia em depoimentos das vítimas, testemunhos colhidos durante a investigação, um relatório policial e registros de atendimento médico efetuados às vítimas. O caso, sem dúvida, trouxe à tona a necessidade de uma rigorosa vigilância contra os abusos dentro e fora do campo.
Homenagens Polêmicas e Reações do Clube
Curiosamente, antes de uma partida da Copa do Brasil contra o Velo Clube-SP, realizada em 19 de fevereiro, os jogadores do Vasco-AC prestaram homenagem a três dos quatro atletas acusados, levando as camisas deles para o jogo. Este gesto levantou diversas críticas e questionamentos sobre a postura do clube diante de acusacões tão graves.
Neste mesmo confronto, o ex-goleiro Bruno, que havia sido condenado anteriormente pela morte de Eliza Samudio, fez sua estreia na equipe. Bruno teve um desempenho abaixo do esperado, não conseguindo evitar que o Velo Clube conquistasse a vitória nos pênaltis, e ainda recebeu um cartão amarelo por tentar enganar o árbitro ao simular uma lesão. Desde 5 de março, ele está foragido por ter viajado para o Acre sem a devida autorização.
Nota Oficial do Vasco-AC
Em resposta às denúncias, o clube divulgou uma nota em suas redes sociais, afirmando que está adotando medidas administrativas internas para investigar os fatos e que se coloca à disposição para contribuir com as autoridades. A nota destaca que a Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) tomou conhecimento das informações que circularam na mídia e se compromete a cooperar integralmente durante a apuração.
A instituição reafirma seu compromisso com a integridade e o respeito às normas e ressalta que qualquer conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos dependerá da investigação formal e do devido processo legal. Além disso, o Vasco-AC enfatizou que não compactua com nenhuma forma de violência e que tomará as devidas providências internas conforme o andamento das investigações. Em respeito às vítimas e ao processo, o clube optou por não se manifestar mais sobre o assunto neste momento, garantindo que atualizações serão feitas exclusivamente por canais oficiais.
