Ex-vereador Detalha Saída do PL e Novo Caminho Político
João Marcos Luz, ex-vereador de Rio Branco e pré-candidato a deputado federal, revelou em entrevista ao ac24horas neste sábado (4) os detalhes que marcaram sua saída do Partido Liberal (PL). Em suas declarações, Luz deixou claro que a decisão foi impulsionada por divergências internas relacionadas a alianças políticas no estado e a descontentamentos com lideranças do partido.
Segundo Luz, sua percepção sobre o PL mudou drasticamente, e ele não considera mais a legenda uma representação da direita no Acre. Sua nova filiação ao PSDB, partido com o qual pretende concorrer a uma vaga na Câmara Federal, reflete essa mudança de postura política.
O ex-vereador destacou que o impasse começou quando decidiu apoiar a pré-candidatura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), ao governo do Acre. Inicialmente, segundo Luz, sua decisão não gerou resistência dentro do PL. “Conversei com o senador Marcio Bittar, e ele afirmou que não haveria problemas em eu continuar no PL e apoiar Bocalom. A princípio, todos estavam unidos”, relatou.
Contudo, a situação se alterou rapidamente. João Marcos recebeu uma ligação de Edson Bittar, assessor do senador, informando que sua permanência no partido se tornava incompatível com o apoio à candidatura de Bocalom, uma vez que o PL tinha decidido se aliar aos Progressistas, União Brasil e MDB para apoiar a pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo.
“Ficaria complicado eu permanecer no PL apoiando Bocalom, enquanto o partido se unia em torno de Mailza. Compreendi que minha continuidade não era mais possível. A verdade é que não desejavam mais minha presença”, explicou Luz.
Frente a esse impasse, ele solicitou uma carta de liberação ao PL, que foi prontamente concedida. João Marcos enfatizou que sua saída do partido foi feita de maneira respeitosa, mas com a convicção de que precisava seguir um novo caminho político. “Agradeço pelo tempo que passei lá, mas não poderia continuar. Eu acredito no projeto ‘Produzir para Empregar’ e sigo ao lado de Bocalom”, afirmou.
O ex-vereador também expressou seu descontentamento com a maneira como a decisão aconteceu. Ele tentou contato com o senador Marcio Bittar após a mudança de postura do partido, mas não obteve resposta. “Liguei para ele, mas não fui atendido e não recebi retorno. Então, percebi que era uma decisão do partido, resultado de um consenso”, revelou.
Em uma análise mais ampla, Luz questionou a noção de que o PL ainda representa a direita no Brasil ou no Acre. “A direita não é um partido, mas um conjunto de pessoas. Atualmente, está dispersa em várias siglas. Não posso afirmar que o PL representa a direita no Acre”, concluiu João Marcos, evidenciando uma visão crítica sobre o atual cenário político.
