Medidas de Proteção para Lavouras no Acre
O Governo Federal anunciou um investimento de mais de R$ 2,3 milhões para o estado do Acre, com o objetivo de intensificar as ações de combate à monilíase, uma praga que representa uma das maiores ameaças à cacauicultura na região amazônica. A verba, publicada no Diário Oficial da União (DOU), será utilizada em medidas emergenciais para vigilância, controle e erradicação da doença, que também afeta as plantações de cupuaçu na localidade.
Desse total, R$ 2.261.883,98 serão direcionados à iniciativa, sendo que aproximadamente R$ 69,9 mil representam a contrapartida do estado. O foco desse investimento é fortalecer a capacidade de resposta do Acre ao avanço da monilíase, uma vez que a praga pode provocar danos significativos tanto à produção agrícola quanto à economia rural da região.
Conforme o plano de execução do convênio, cerca de R$ 1 milhão será destinado à compra de veículos, embarcações e equipamentos de campo, que são essenciais para o deslocamento das equipes em áreas remotas. O pacote também inclui a aquisição de notebooks, tablets, radiocomunicadores e aparelhos de GPS, fundamentais para apoiar as atividades de monitoramento e fiscalização.
Investimentos em Custeio e Capacitação
O restante do montante, aproximadamente R$ 1,3 milhão, será aplicado em custeio das ações necessárias, como a aquisição de materiais de consumo, produção de conteúdos educativos, capacitação técnica de servidores, pagamento de diárias e compra de combustíveis para as operações em campo. Essas medidas visam garantir que as equipes estejam bem preparadas para enfrentar a ameaça da monilíase e proteger a produção local.
Monilíase: Uma Ameaça Real para os Produtores
A monilíase é uma doença fúngica que afeta plantas do gênero Theobroma, em especial o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum). Essa praga provoca queda na produtividade das lavouras e um aumento considerável nos custos de manejo. O primeiro registro da monilíase no Brasil ocorreu em 2021, no Acre, o que resultou na implementação de medidas emergenciais no estado. Desde então, a preocupação entre os produtores tem aumentado.
Embora os danos econômicos sejam significativos, o Ministério da Agricultura garante que a monilíase não apresenta riscos à saúde humana, afetando exclusivamente as plantas hospedeiras do fungo. Contudo, o órgão enfatiza a necessidade de notificação imediata de qualquer suspeita de novos focos às autoridades fitossanitárias, como forma de conter a propagação da praga.
Alerta para a Região Amazônica
Na América do Sul, a monilíase já foi detectada em países vizinhos, como Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru, aumentando assim a alerta para a região amazônica brasileira. As ações previstas no Acre serão realizadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), em conjunto com o Ministério da Agricultura, além da colaboração de órgãos estaduais, municipais e dos próprios produtores rurais. O objetivo é garantir uma resposta ágil e coordenada, minimizando o risco de disseminação da praga e protegendo a produção de cacau no estado.
