Taxa de Informalidade no Acre Atinge Níveis Alarmantes
Em um cenário preocupante, a taxa de informalidade no Acre subiu para 45,2% da população ocupada em 2025, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (20). Esse número coloca o estado 7,1 pontos percentuais acima da média nacional, que se fixou em 38,1%. Essa realidade ressalta o impacto significativo do trabalho informal e das atividades sem registro na economia acreana.
Os dados revelam que quase metade dos trabalhadores do Acre está inserida em situações de informalidade. Isso abrange não apenas empregados sem carteira assinada, mas também trabalhadores autônomos sem CNPJ, além de outras formas de trabalho precário. No contexto nacional, o Acre posicionou-se entre os estados com os índices mais altos de informalidade, embora ainda abaixo de outros estados, como Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%).
Comparativo com Outros Estados Brasileiros
Em contraposição à realidade acreana, estados como Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) registraram as menores taxas de informalidade do país. Essa diferença acentuada evidencia as disparidades regionais que permeiam o mercado de trabalho brasileiro e o impacto que uma elevada taxa de informalidade pode ter na estabilidade financeira e social da população de um estado.
A taxa de informalidade é um indicador que reflete a proporção de trabalhadores que exercem suas atividades sem vínculos formais, ou seja, sem registro, sem contribuições previdenciárias ou garantias trabalhistas. Em geral, quanto mais elevado esse índice, maior a vulnerabilidade social dos trabalhadores, que enfrentam desafios como acesso restrito a benefícios previdenciários, aposentadorias e seguros-desemprego.
Desafios do Mercado de Trabalho no Acre
No caso específico do Acre, o percentual de informalidade de 45,2% sinaliza um mercado de trabalho que ainda é fortemente dominado por ocupações de baixa formalização. Essas atividades, muitas vezes concentradas nos setores de comércio, serviços e trabalho autônomo, refletem uma estrutura econômica que carece de formalização e regulamentação adequadas.
Além disso, esse cenário de informalidade contribui para explicar outras questões econômicas locais, como a renda média, que permanece inferior à média nacional, e os altos níveis de subutilização da força de trabalho. Este quadro aponta a necessidade urgente de políticas públicas que incentivem a formalização de empregos e garantam melhores condições de trabalho aos cidadãos acreanos.
O levantamento do IBGE faz parte do balanço anual da PNAD Contínua de 2025, que, embora tenha indicado alguns avanços no mercado de trabalho brasileiro, também deixou evidente as desigualdades regionais e estruturais que ainda persistem entre as diferentes unidades da federação. A realidade do Acre exige atenção e ações efetivas para mitigar os impactos da informalidade e promover uma economia mais estável e inclusiva.
