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    Home»Economia»Fecomércio do Acre Analisa Impactos dos Novos Pedágios na Economia Acreana
    Fecomércio do Acre Analisa Impactos dos Novos Pedágios na Economia Acreana

    Fecomércio do Acre Analisa Impactos dos Novos Pedágios na Economia Acreana

    Economia 09/01/2026
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    Estudo Revela Impactos dos Pedágios na Economia do Acre

    Em um estudo recente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) avaliou as possíveis implicações da nova cobrança de pedágios na rodovia BR-364, que liga Porto Velho a Vilhena, em Rondônia. A implementação da tarifa está programada para começar em 12 de janeiro, com sete pontos de pedágio ao longo do trecho. O primeiro localiza-se em Candeias do Jamari e o último em Pimenta Bueno, operando no sistema Free Flow, que utiliza tecnologia de leitura de placas e Tags de pedágio, dispensando cabines de cobrança.

    Os valores cobrados no transporte variam significativamente conforme o tipo de veículo. Por exemplo, automóveis, caminhonetes e furgões de dois eixos pagarão R$ 144,80 para percorrer o trecho de Porto Velho a Vilhena. Já veículos de três eixos enfrentarão uma tarifa de R$ 435,40, enquanto caminhões de oito eixos terão um custo de R$ 1.158,40. Para cargas provenientes de outros estados que transitam por Rondônia em caminhões de cinco eixos, o valor médio estimado para o pedágio é de cerca de R$ 724,00.

    Esses valores referem-se apenas ao trecho de Rondônia. Para transportes que partem de São Paulo rumo ao Acre, outros pedágios deverão ser considerados, incluindo tarifas em estados como Goiás e Mato Grosso. No total, estima-se que existam mais de 22 pontos de pedágio entre São Paulo e o Acre, o que significa que os custos apresentados na BR-364 não refletem o total a ser pago desde o início da viagem até o destino final.

    Egídio Garó, assessor da Presidência da Fecomércio do Acre, apontou que os novos pedágios provavelmente provocarão repercussões diretas na economia local. “O custo do pedágio certamente influenciará a formação de preços tanto no comércio varejista quanto no atacadista do Acre. Assim que as operações começarem, todos os produtos que chegarem ao Acre vão sofrer aumentos de preços, o que poderá impactar até mesmo a cesta básica das famílias de baixa renda”, afirmou Garó. Ele citou a Portaria ANTT nº 517, de 2025, que regulamenta as tarifas e os pontos de cobrança, e mencionou que a redução de custos que surgiu com a inauguração da ponte sobre o Rio Madeira pode ser revertida devido aos novos pedágios, afetando a economia do estado.

    No entanto, Garó também ressaltou que a concessão pode trazer vantagens para a logística. “A cobrança dos pedágios deve resultar em melhorias nas condições de tráfego, aumentando a segurança nas viagens e proporcionando serviços adicionais, como operações do SAMU, monitoramento eletrônico, cobertura 4G e áreas de descanso. Apesar do aumento nos preços finais, os benefícios estruturais da rodovia podem minimizar os impactos, garantindo a integridade dos produtos transportados e uma melhor manutenção dos veículos”, declarou.

    Com o início das operações, a Fecomércio do Acre se comprometeu a monitorar a evolução dos preços e seus efeitos sobre a economia do estado.

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