Exame Necropapiloscópico Esclarece Identidade de Paciente
A Polícia Civil do Acre (PCAC) anunciou a correção da identidade de um paciente falecido, processo que envolveu a expertise do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e a colaboração da Força Nacional de Segurança Pública. O procedimento foi realizado após um exame necropapiloscópico que garantiu a retificação dos registros oficiais, evitando repercussões legais indesejadas para o verdadeiro titular do documento inicialmente apresentado.
O caso teve início em 13 de janeiro, quando um homem deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco. Ele havia sido transferido do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e se apresentou como Jefferson Alves da Silva, apresentando um documento de identidade emitido em Goiás. Infelizmente, o paciente faleceu e seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Acre, ainda relacionado à identidade que havia declarado.
Com a constatação de inconsistências nos registros cadastrais e a falta de confirmação imediata por parte da família, a situação foi submetida a uma verificação técnico-científica. O Instituto de Identificação da PCAC formalizou um pedido de apoio à Perícia Papiloscópica da Força Nacional, dando início a uma série de ações conjuntas.”
Durante os procedimentos, os dez datilogramas do corpo foram coletados no IML e registrados em uma planilha específica para necropapiloscopia. O material coletado foi então analisado no sistema biométrico ABIS estadual e também comparado com prontuários civis de identificação do estado de Goiás.
Os resultados do laudo técnico revelaram que as impressões digitais do falecido corresponderam às de Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior, e não às de Jefferson Alves da Silva. Com isso, ficou comprovado que o paciente estava utilizando indevidamente a identidade do primo. A identificação correta estabelecida foi a de Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior, nascido em 10 de agosto de 1989, natural de Luziânia (GO), filho de Donisete Aparecido Alves de Miranda e Arceneide Alves da Silva.
De acordo com Júnior César da Silva, diretor do Instituto de Identificação da PCAC, o caso ilustra a importância da perícia papiloscópica para a segurança legal. “A correta identificação civil, mesmo em situações de óbito, é fundamental para prevenir prejuízos a terceiros e assegurar a confiabilidade dos registros oficiais. Este resultado demonstra a força da colaboração entre a Polícia Civil e a Força Nacional”, ressaltou.
Com a finalização do laudo, os registros, incluindo a Declaração de Óbito e demais cadastros administrativos, foram retificados adequadamente, restaurando a ordem e a veracidade das informações.
