Autoridades Intensificam Medidas para Mitigar os Efeitos da Cheia em Rio Branco
No último sábado, dia 17 de janeiro de 2026, o governador Gladson Camelí esteve em Rio Branco, onde observou a elevação do nível do Rio Acre e enfatizou a importância das ações dos órgãos de Comando e Controle para minimizar os impactos da cheia. Camelí fez um chamado à solidariedade e à colaboração dos moradores, destacando que a união é vital para evitar maiores danos à população.
Na Gameleira, o major Roger Santos, responsável pela operação de desastre hidrológico na capital, apresentou ao governador as iniciativas implementadas para amparar os cidadãos afetados e informou que, às 16h, o nível do rio já havia alcançado 14,40 metros. Vale ressaltar que as cotas de alerta e de transbordo do Rio Acre são de 13,50 e 14 metros, respectivamente.
Recentemente, no fim de dezembro, o governo do Acre declarou situação de emergência em seis municípios, em resposta à elevação dos níveis dos rios. Desde então, o Estado tem prestado apoio às Defesas Civis municipais em Tarauacá, Feijó, Santa Rosa do Purus, Rio Branco, Plácido de Castro e Porto Acre, realizando ações integradas de monitoramento e assistência humanitária.
“Nosso foco é evitar que mais pessoas precisem deixar suas casas ou enfrentem prejuízos. A tendência é de queda, mas, devido ao forte volume de chuvas, é necessário que continuemos a implementar ações governamentais para mitigar os impactos”, afirmou o governador Camelí.
Além disso, ele alertou a população sobre os perigos de acidentes nas margens do rio: “Muitas pessoas estão indo pescar ou observar a enchente, mas é crucial agir com cautela e responsabilidade. Existem casas alagadas e circunstâncias que demandam sensibilidade. Nossa prioridade é a prevenção”, salientou.
O governador também garantiu que o Estado continuará a atuar em todos os municípios afetados. “Não estamos focando apenas em Rio Branco, mas em todas as localidades que estão sofrendo com a elevação das águas. Estamos juntos para aliviar o sofrimento das famílias. Já instrui as equipes a não postergarem as ações necessárias”, concluiu Camelí.
O major Roger Santos, que comanda a operação de desastre, explicou que um posto de comando integrado já está em funcionamento, com a participação da Defesa Civil municipal e estadual, Corpo de Bombeiros e outras secretarias. Ele destacou que o atendimento às famílias afetadas está sendo realizado de maneira coordenada e eficiente.
“Embora o Rio Acre esteja subindo de maneira lenta e progressiva, até o momento, o impacto tem sido mínimo. Com a cota de 14,40 metros, já prestamos assistência a 13 famílias, totalizando cerca de 30 pessoas alojadas no Parque de Exposições. Outras sete famílias indígenas foram encaminhadas para a Escola Leôncio de Carvalho, respeitando suas tradições culturais”, informou Santos.
O comandante também expressou otimismo quanto à estabilização do nível do rio nos próximos dias. “Acreditamos que, amanhã, a ascensão das águas diminuirá e, caso tudo ocorra bem, na segunda-feira, dia 19, o nível do rio começará a estabilizar e, posteriormente, a baixar. Permaneceremos em alerta durante todo esse período para garantir o melhor suporte à população”, afirmou.
Atualmente, dois locais de abrigo estão em operação: o Parque de Exposições, que tem capacidade para 70 famílias, das quais oito já estão ocupadas, e a Escola Leôncio de Carvalho, designada para o grupo indígena. Santos também enfatizou a relevância da tecnologia no enfrentamento da cheia. “O aplicativo Família Segura e a plataforma Climate têm sido essenciais para agilizar a comunicação e o planejamento das ações. Essas ferramentas permitem acompanhar em tempo real o número de famílias afetadas, facilitando a tomada de decisões”, concluiu.
