Governador do Acre Deixa o Cargo para Focar na Candidatura ao Senado
No último dia 24 de março de 2026, o governador do Acre, Gladson Cameli, do Progressistas (PP), oficializou sua renúncia ao cargo. A decisão foi comunicada à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e entrará em vigor a partir de 2 de abril, data em que a vice-governadora Mailza Assis assumirá a liderança do Executivo estadual. Cameli pretende concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026, dando um novo passo em sua trajetória política.
Essa intenção não é novidade; Cameli já havia demonstrado seus planos no início do mês em um evento político em Rio Branco, onde anunciou sua candidatura ao Senado. Na mesma ocasião, Mailza Assis declarou sua pré-candidatura ao governo do Estado, sugerindo a formação de um bloco político que incluirá partidos aliados, como o PP, União Brasil (UB) e Partido Liberal, para fortalecer a articulação visando o pleito eleitoral que se aproxima.
Investigações Influenciam Cenário Político
Entretanto, a trajetória de Gladson Cameli não está isenta de controvérsias. O governador é alvo de investigações vinculadas à Operação Ptolomeu, realizada pela Polícia Federal (PF). Esta operação foca em possíveis irregularidades em contratos do Governo do Acre. As investigações estão em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e abordam crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Parte das provas coletadas já foram questionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que adiciona uma camada de complexidade ao caso.
O processo já teve seu julgamento iniciado, mas foi suspenso após um pedido de vista, permanecendo, assim, sem uma decisão definitiva. Cameli, por sua vez, continua como réu, enquanto as apurações seguem em análise pelas cortes superiores, sempre respeitando o princípio da presunção de inocência que rege qualquer acusação criminal.
Implicações da Desincompatibilização
A renúncia de Cameli se alinha às exigências da legislação eleitoral, que estipula um período de desincompatibilização, onde governantes devem se afastar de seus cargos até seis meses antes das eleições para se candidatar a outros postos eletivos. Essa norma tem como objetivo garantir a lisura do pleito e evitar abusos de poder que poderiam prejudicar a concorrência eleitoral.
Com essa movimentação política, tanto Cameli quanto Mailza Assis se posicionam para o embate que terá início nas próximas semanas, enquanto o cenário político no Acre se desenha com novas alianças e estratégias. A expectativa é alta, e a disputa promete ser acirrada, especialmente com as investigações em andamento que podem influenciar o resultado das eleições.
