Colaboração para um Futuro Sustentável
O governo do Acre, através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), está participando do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorre nesta segunda-feira, 16, e terça-feira em São Luís, Maranhão. Esse evento reúne líderes dos nove estados que compõem a Amazônia, com o objetivo de alinhar políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável e reforcem a segurança nas fronteiras e áreas ambientais.
No primeiro dia do fórum, os participantes da Câmara Setorial de Segurança Pública se concentraram em discussões sobre temas críticos para a região. Dentre os assuntos abordados, destacaram-se a validação do diagnóstico sobre crimes ambientais e a proposta de um plano de ação interestadual a ser implementado até 2026. Uma das principais propostas foi o apoio ao Projeto de Lei 4513/2024, que busca incluir a investigação de crimes fluviais e o policiamento nos rios como responsabilidades oficiais das Polícias Civis e Militares.
A agenda de segurança avançou também com a discussão sobre a criação de 20 bases fluviais integradas em toda a região amazônica. O projeto propõe o uso de tecnologias avançadas, como drones, radares, câmeras térmicas e sistemas de comunicação via satélite, com o intuito de aprimorar a inteligência de dados e combater atividades ilegais, como o narcotráfico e crimes transfronteiriços.
Evandro Bezerra, secretário adjunto de Segurança Pública do Acre, ressaltou a importância da união entre os estados para enfrentar as dificuldades geográficas da região. Ele afirmou: “A participação do Acre neste fórum é essencial para que as particularidades da nossa fronteira sejam levadas em conta nas políticas abrangentes. Discutir desde a padronização do registro de crimes ambientais até a modernização do policiamento fluvial, com o apoio do PL 4513/2024, é um passo decisivo. Precisamos dessa integração tecnológica e jurídica para garantir mais segurança aos nossos agentes e maior eficácia no combate às organizações criminosas que atuam nos rios e florestas.”
Ademais, o encontro também analisou a viabilidade de missões internacionais para intercâmbio de experiências com países como Colômbia e Chile, que possuem modelos bem-sucedidos no enfrentamento a crimes ambientais. As deliberações feitas nas câmaras setoriais serão apresentadas na Assembleia Geral dos Governadores, onde a redação da carta final do evento será estruturada. Essa cooperação regional é vista como um passo crucial para a implementação de estratégias que potencializem a segurança e a sustentabilidade na Amazônia Legal.
