Capacitação Técnica para a Cultura do Cacau
No intuito de reforçar a cultura do cacau no Acre, o governo estadual, através da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem investido na qualificação técnica dos profissionais que oferecem suporte aos produtores rurais. Recentemente, foi finalizado o curso de Sistema de Produção e Classificação de Cacau, realizado na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), ligada ao Ministério da Agricultura, na unidade de pesquisa em Marituba, Pará.
Durante dez dias de intenso aprendizado, 27 técnicos de diversas instituições, como Seagri, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Universidade Federal do Acre (Ufac) e representantes de cooperativas, participaram dessa capacitação na Estação de Recursos Genéticos do Cacau.
Essa iniciativa é parte do programa Cacau Socioambiental Sustentável, que ocorre em colaboração com a Rota do Cacau, evidenciando o comprometimento contínuo do governo acreano em parceria estratégica com o Sebrae/AC.
Prioridades para o Desenvolvimento do Cacau
O fortalecimento do cacau nativo e cultivado é uma das metas centrais da Seagri. A secretária Temyllis Silva ressalta que essa ação é o resultado de um trabalho desenvolvido desde a gestão do ex-secretário José Luis Tchê. Temyllis afirma que o treinamento na Ceplac é crucial para o desenvolvimento econômico de forma sustentável, respeitando o meio ambiente.
“Desde que assumimos a Seagri, nossa prioridade tem sido elevar o cacau como um vetor de transformação. O que estamos colhendo agora é um reflexo de uma união de esforços entre o governo e o Sebrae, nosso principal parceiro. O objetivo é aprimorar a qualidade da nossa amêndoa e oferecer suporte técnico real aos agricultores, povos indígenas e extrativistas”, declarou a titular da Seagri.
No decorrer do curso, os técnicos exploraram diversos temas, incluindo aspectos genéticos e climáticos do cacau, beneficiamento primário e a classificação final das amêndoas. Além disso, analisaram métodos de enxertia, manejo de pragas e doenças comuns na Amazônia e indicadores econômicos que auxiliam na elaboração de projetos e Sistemas Agroflorestais (SAFs) que utilizem o cacau.
Resultados Esperados com a Capacitação
A qualificação tem como meta também promover a recuperação de áreas degradadas e a conservação ambiental, utilizando o cacau como principal ativo. Com as habilidades adquiridas, os técnicos se tornam multiplicadores do conhecimento em suas instituições e junto aos produtores rurais.
“O objetivo final é criar oportunidades de renda e emprego mantendo a floresta viva. Ao dominarmos o sistema de produção e a classificação, asseguramos que o cacau do Acre se destaque com valor agregado e competitividade no mercado. Estamos estruturando um desenvolvimento socioeconômico sustentável e eficiente para nosso estado”, completou a secretária Temyllis.
As expectativas são de que, em um curto espaço de tempo, as novas práticas de manejo e pós-colheita reflitam na qualidade do cacau produzido no Acre, consolidando o estado como um ator relevante na rota do cacau fino e sustentável.
Rede de Apoio ao Programa do Cacau Socioambiental
A rede de suporte ao Programa do Cacau Socioambiental abrange uma ampla gama de instituições de pesquisa e defesa, como Embrapa, Ceplac, Ufac, Idaf e Funtac. A gestão pública, junto a povos tradicionais através das secretarias de Povos Indígenas e do Meio Ambiente e das prefeituras, além do setor produtivo, que inclui Faeac, Sebrae, cooperativas e associações de produtores, formam uma estrutura colaborativa fundamental para o sucesso da iniciativa.
