A Crescente Exportação do Acre
O Acre alcançou a marca de US$ 98,9 milhões em exportações, apresentando um crescimento real de 9,99% em 2025, o que o posicionou como o quarto estado brasileiro nesse quesito. Em comparação, o Brasil como um todo avançou apenas 0,44%. Esse resultado evidencia um aumento na competitividade externa, embora ainda seja concentrado em poucos produtos e municípios. No epicentro desse “boom” está a figura de Jorge Viana, que se tornou uma referência nas discussões sobre o tema.
Agroindústria em Foco
As exportações acreanas são dominadas pela soja e carnes, que responderam por mais de 60% do total. A força do setor frigorífico é um indicativo de que há uma agregação de valor, mas, por outro lado, também expõe a economia do estado a riscos relacionados a flutuações de preços e variações de mercado.
Desequilíbrio Regional nas Exportações
É alarmante o fato de que apenas nove municípios participaram das exportações em 2025. As cidades de Brasiléia, com 43,9%, Senador Guiomard, com 29,9%, e Rio Branco, com 16,4%, concentraram quase 90% das vendas externas, demonstrando um claro desequilíbrio regional que precisa ser corrigido.
Avanços e Desafios do Microcrédito
No âmbito do microcrédito, o Acre registrou 5.283 contratos, totalizando R$ 66,6 milhões, o que o coloca em segundo lugar, atrás apenas do Pará. Esse volume é um indicativo de maior capilaridade do crédito, mas também revela uma crescente dependência de políticas federais.
Crédito Rural e Aumento da Liquidez
Em janeiro, 5.259 famílias nas regiões Norte e Centro-Oeste obtiveram acesso a crédito rural, com a liberação de R$ 69,7 milhões. Esse número representa um recorde mensal desde 2024, sugerindo um aumento da liquidez no campo, embora também traga à tona uma futura pressão por adimplência.
Educação e Infraestrutura em Expansão
Em 2026, o Ieptec se alinhará ao calendário estadual após atender quase 8 mil alunos em 2025, um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. O desafio agora será manter a qualidade diante dessa rápida expansão. Além disso, o Complexo Viário da Avenida Ceará já recebeu mais de R$ 40 milhões em investimentos. Essa obra promete transformar a fluidez urbana, contudo, seu impacto dependerá da conclusão no prazo estabelecido.
Nova Maternidade e Desafios na Saúde
A nova Maternidade de Rio Branco está prevista para contar com 150 leitos e 30 unidades de terapia intensiva neonatal, com entrega parcial marcada para 2026. Trata-se de um avanço significativo na estrutura de saúde, mas que ainda não atende à crescente demanda do estado.
Políticas de Refugiados e Questões Locais
O governo federal anunciou a liberação de mais de R$ 1 milhão para políticas de atendimento a refugiados. Em contrapartida, a Prefeitura afirma que toda a assistência é feita com recursos próprios. Essa discrepância levanta questões sobre a transparência dos recursos utilizados, já que, em última instância, são os cidadãos que sustentam esses gastos.
Controvérsias na Gestão Municipal
A movimentação de vereadores para propor a redução dos salários dos secretários municipais não agradou ao prefeito Tião Bocalom e ao núcleo duro da administração. Nos bastidores, comenta-se que, se a proposta avançar, os parlamentares considerados “rebeldes” poderão perder espaço na gestão pública, evidenciando as tensões internas.
A Função da Imprensa na Política
A repercussão entre os vereadores sobre a reportagem do ac24horas, que detalhou a destinação de emendas parlamentares, ressalta a importância da transparência nas informações de interesse público. Independentemente de opiniões pessoais, a função da imprensa é essencial na manutenção da democracia.
Cultura e Inclusão no Cenário Nacional
As Teias Estaduais estão se expandindo pelo Brasil, e o Acre foi incluído no calendário de fevereiro. O debate sobre Cultura Viva destaca a participação social, mas há uma carência de dados que comprovem o impacto econômico dessas iniciativas. Além disso, o programa ‘Computadores para Inclusão’ destinou 304 equipamentos ao Acre desde 2010, número pequeno diante dos 70 mil doados no país, evidenciando a persistente desigualdade regional.
Desafios da Inadimplência e Críticas na Mídia
A inadimplência empresarial no Brasil alcançou 8,9 milhões de CNPJs, e no Acre, 18.172 empresas estão negativadas. Esse cenário é reflexo de juros elevados e um mercado de crédito restrito, que exercerá pressão, especialmente sobre os pequenos negócios. Em meio a isso, o comentarista Roberto Mohamed criticou em um programa local a equiparação de ex-territórios como o Acre ao número de senadores de estados mais populosos, gerando polêmica e reações na audiência.
