Uma parceria estratégica pela geologia
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em conjunto com a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) e a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), firmou um Termo de Cooperação para o desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado “Carta Estratigráfica da Bacia do Acre”. Este projeto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira (20), visa promover avanços na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
A iniciativa, que terá um investimento total de R$ 3.591.656,52, busca realizar estudos técnicos e científicos sobre a Bacia do Acre, reconhecida por sua importância geológica na região amazônica. Segundo o extrato disponibilizado, o projeto terá duração de 11 de dezembro de 2025 até 9 de junho de 2027.
A Carta Estratigráfica, que será produzida ao longo desse projeto, é um instrumento técnico essencial na geologia que organiza e representa, de maneira cronológica, as diversas camadas de rochas e sedimentos de uma determinada área. Essa ferramenta é crucial para a compreensão da idade, composição e disposição das formações geológicas ao longo do tempo.
Importância da Carta Estratigráfica
Além de proporcionar conhecimentos sobre a evolução geológica de uma bacia sedimentar, a Carta Estratigráfica será fundamental para subsidiar análises sobre recursos naturais da região, incluindo petróleo, gás e aquíferos. Esse tipo de estudo não só contribui para o avanço da ciência geológica, mas também pode impactar positivamente a economia local, uma vez que o conhecimento mais aprofundado sobre os recursos naturais pode incentivar investimentos e exploração sustentável.
O projeto, portanto, reflete a importância da colaboração entre instituições acadêmicas e empresas do setor energético, visando um melhor entendimento e uso dos recursos naturais da Amazônia. Especialistas destacam que, em um mundo onde a demanda por energia é crescente, iniciativas como essa são vitais para garantir que o desenvolvimento econômico ocorra de forma sustentável, sem comprometer a integridade ambiental da região.
Com isso, iniciativas como a proposta pela UFRGS, Petrobras e FAURGS podem servir de modelo para futuros projetos de pesquisa e desenvolvimento na área de geologia, mostrando que é possível integrar conhecimento científico com práticas sustentáveis no uso da riqueza natural do Brasil.
