Como a Tecnologia Influenciou Acordos Comerciais na Nigéria
No contexto de uma tragédia que deixou a comunidade em luto, Nili Priell Barak, esposa do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak, expressou suas condolências após um ataque devastador que vitimou inocentes. “O terror, como um câncer, tenta se controlar em um país”, afirmou Nili em meio a um cenário de crescente violência no país africano. A mensagem enviada ao ex-PM Barak enfatiza sua disposição em auxiliar a Nigéria no combate ao Boko Haram, trazendo à tona discussões sobre a tecnologia a ser utilizada para fortalecer a segurança no país.
Coincidentemente, enquanto a tensão aumentava, Akano, um parceiro de Barak, estava presente em uma conferência de cibersegurança em Tel Aviv. Sua resposta, marcada por otimismo, indicou que estava em busca de oportunidades de colaboração. “Estou confiante de que, em breve, poderemos receber ajuda do Primeiro-Ministro Barak. Continuarei buscando a hora certa para concretizar essa colaboração”, disse Akano. Essa perspectiva de otimismo se alinha com as tentativas de Israel de estabelecer laços comerciais e tecnológicos com a Nigéria.
Nos meses que se seguiram, Israel avançou nas negociações para o envio de helicópteros de ataque à Nigéria, embora a transação tenha sido interrompida pelo governo Obama devido a preocupações sobre violações de direitos humanos por parte do exército nigeriano. Essa paralisação não impediu Epstein, um agente de mudanças, de buscar novas formas de entrar no mercado nigeriano.
Em agosto de 2014, Epstein compartilhou reflexões sobre o futuro do dinheiro e as tecnologias emergentes, incluindo carteiras de identidade eletrônicas e bancos de dados biométricos, com seu amigo Barnaby Marsh, um consultor de investimentos. A conversa sobre a evolução da economia digital na Nigéria indicava um interesse crescente por inovações tecnológicas que poderiam facilitar negócios e segurança. Logo, Aliko Dangote, um dos homens mais ricos da Nigéria, foi incluído nas trocas de e-mails, sinalizando a importância de estabelecer conexões influentes.
O papel de Barak não se limitou a conversas. Em 2015, ele propôs um projeto de energia para a Babcock University, que necessitava de uma usina elétrica. Entretanto, a universidade optou por investir em tecnologia de vigilância biométrica, uma escolha que refletiu a crescente intersecção entre segurança e tecnologia. O investimento de Barak em FST Biometrics, uma empresa focada em reconhecimento facial, bem como outros projetos de segurança, solidificou sua posição na cibersegurança.
Os avanços na tecnologia de identificação remota, desenvolvidos na segunda Intifada, encontraram aplicações diretas na Nigéria, onde a FST lançou um projeto piloto na Babcock University. Apesar da controvérsia, a tecnologia era vista como uma solução viável para combater o terrorismo, criando um laço entre os operadores israelenses e os nigerianos. O sistema de “identificação em movimento” implantado na universidade se tornou um marco, permitindo o reconhecimento facial de alunos em tempo real, em um ambiente acadêmico.
Epstein, sempre trabalhando para estabelecer a imagem de Barak no cenário internacional, conectou-o a figuras influentes do Vale do Silício. Essa rede de contatos foi crucial para promover a imagem de Barak como um líder em cibersegurança. Em um momento de colaboração, Epstein financiou o investimento de Barak em outra startup, Reporty Homeland Security, que facilitava a resposta a emergências com tecnologia de ponta.
Esses investimentos não apenas contribuíram para o crescimento de Barak, mas também para a reputação de Israel como um centro de inovação em segurança. A crescente cooperação entre as duas nações destacava o papel estratégico de Israel na África, especialmente em tempos de crise. Em 2020, o Banco Mundial apoiou uma parceria entre a Direção Nacional de Cibersegurança de Israel e o Toka Group, marcando um ponto significativo na colaboração em segurança nacional.
Com um histórico de envolvimento na Nigéria desde 2002, Epstein não apenas se dedicou a questões humanitárias, mas também a negócios lucrativos que cruzavam fronteiras. Seu histórico de reuniões com autoridades nigerianas e outros líderes africanos moldou sua influência no continente, revelando um lado menos conhecido de suas operações. E-mails revelaram a profundidade de suas interações, incluindo propostas de investimentos em setores chave, como logística e energia.
Ao trabalhar com Barak, Epstein permitiu uma aproximação diplomática com a Nigéria. Durante a Conferência Mundial de Segurança Cibernética em setembro de 2013, Barak se encontrou com o presidente Goodluck Jonathan, demonstrando um alinhamento estratégico entre os dois países. Este evento não apenas promoveu a cibersegurança, mas também serviu como um campo fértil para novas associações e investimentos.
Assim, a intersecção entre tecnologia, segurança e economia revelou um panorama complexo das relações entre Israel e Nigéria, onde a inovação emergente se tornou uma ferramenta vital na luta contra o terrorismo e na promoção de parcerias comerciais. Com um olhar atento para o futuro, a colaboração entre essas nações promete transformar o cenário da segurança e negócios na região.
