A Retomada do Emprego no Acre
O Acre voltou a mostrar sinais de recuperação no setor de empregos ao abrir 276 vagas formais em fevereiro, após um período de quatro meses consecutivos de queda. Este resultado, divulgado pelo Caged, representa uma reviravolta em relação ao fechamento de 892 postos de trabalho em janeiro. Na prática, fevereiro simboliza um leve otimismo no mercado formal de trabalho do estado, que enfrentou um início de ano desafiador, marcado por demissões em massa.
Os números indicam que, ao final do mês, o Acre contava com 115.085 vínculos formais ativos, refletindo o total de trabalhadores com carteira assinada na região. A análise revela que os homens dominam a ocupação das novas vagas, somando 2.864 admissões e 2.665 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 199 postos para o público masculino. Entre as mulheres, o saldo também foi favorável, porém, menor, com 77 novas oportunidades, após 2.306 contratações e 2.229 demissões.
Composição do Mercado de Trabalho
Isso significa que, em média, de cada dez novas vagas abertas no estado em fevereiro, sete foram preenchidas por homens e três por mulheres. O setor que se destacou na geração de empregos foi o de serviços, contabilizando 2.564 admissões e 2.421 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 143 vagas. Este mesmo setor é o que concentra o maior número de trabalhadores no Acre, alcançando um estoque de 60.522 empregos formais, ou seja, mais da metade do total no estado.
A indústria também apresentou um desempenho positivo, com um saldo de 214 vagas, oriundas de 510 contratações contra 296 demissões. Por outro lado, o comércio foi o único setor que não acompanhou essa tendência, apresentando um saldo negativo de 106 vagas, com 1.467 admissões e 1.573 desligamentos.
Movimentação em Rio Branco e Outros Municípios
A capital, Rio Branco, concentrou a maioria das movimentações de emprego, com 3.560 admissões e 3.435 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 125 vagas, o que corresponde a quase metade das novas oportunidades criadas no estado em fevereiro. O estoque de empregos formais na capital alcançou 78.605 vínculos, sendo que os homens contribuíram com um saldo de 67 vagas e as mulheres com 58.
Nos municípios do interior, o cenário foi variado. Enquanto cidades como Bujari (143 vagas), Sena Madureira (134 vagas) e Brasiléia (76 vagas) apresentaram crescimento, outros como Plácido de Castro (saldo negativo de 216 vagas), Cruzeiro do Sul (menos 95) e Acrelândia (menos 22) enfrentaram perdas significativas.
Comparativo com o Cenário Nacional
O resultado de fevereiro no Acre encerra uma sequência negativa de quatro meses. Antes disso, o estado acumulava mais demissões que contratações, com janeiro de 2026 registrando 3.810 admissões contra 4.702 desligamentos, resultando em um saldo negativo de 892 vagas.
Em uma análise mais ampla, a economia brasileira também viu um crescimento no número de empregos. Em fevereiro, o país gerou 255,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, esse foi o pior resultado para o mês desde 2023, refletindo uma desaceleração em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram criadas mais de 440 mil vagas.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2026, o Brasil totaliza 370,3 mil postos de trabalho, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, o que ressalta a necessidade de melhorias na economia.
