Medidas Emergenciais em Meio à Crise das Enchentes
O governo do Acre anunciou, neste domingo (5), uma situação de emergência em seis municípios gravemente afetados pelas enchentes: Tarauacá, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro. A decisão, assinada digitalmente pela governadora Mailza Assis, visa acelerar as ações de ajuda às populações impactadas e facilitar o acesso a recursos federais.
A coletiva de imprensa que comunicou o decreto aconteceu na sede do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac), em Rio Branco. Durante o evento, a governadora não esteve presente fisicamente e optou por formalizar a assinatura do documento de maneira remota.
Conforme explicou o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, o problema das enchentes se intensificou nos últimos meses, com sucessivos decretos de emergência sendo emitidos desde o final de 2022. O grande volume de chuvas observado, especialmente nas últimas duas semanas, elevou significativamente os níveis dos rios, causando impactos diretos em áreas urbanas, comunidades ribeirinhas e populações indígenas.
“Desde o final de dezembro, enfrentamos chuvas intensas, resultando em decretos sucessivos em várias cidades. Com este novo decreto, conseguimos ampliar as ações das defesas civis tanto municipais quanto estaduais, além de facilitar a solicitação de recursos adicionais junto ao governo federal”, detalhou Batista.
O impacto das inundações é alarmante: mais de 40 mil pessoas foram afetadas nas últimas semanas em todo o estado. Embora alguns rios já estejam começando a esvaziar, as previsões meteorológicas sinalizam a continuidade de chuvas acima da média nos dias seguintes, mantenhando o estado de alerta das autoridades locais.
“O decreto tem uma validade de 180 dias e não apenas permite ações humanitárias imediatas, mas também a criação de planos de resposta e assistência que serão enviados ao governo federal. O objetivo é assegurar suporte emergencial e promover a recuperação das áreas afetadas”, afirmou o coronel.
Monitoramento e Ações Integradas para Mitigar os Efeitos das Cheias
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, ressaltou a importância do monitoramento técnico, que tem sido essencial para embasar as decisões do governo. Segundo ele, a Secretaria de Meio Ambiente tem atuado em conjunto com o Centro Integrado de Inteligência e Geoprocessamento (Sigma), responsável pela análise de dados e emissão de alertas.
Carvalho também enfatizou a relevância da articulação entre o Estado e os municípios, destacando a criação de uma rede de governança que visa ampliar a disseminação de informações e melhorar o atendimento às famílias afetadas. “Quando identificamos o aumento nos níveis dos rios, elaboramos notas técnicas que são enviadas para a Casa Civil. Isso possibilita decisões rápidas, como a emissão do decreto, garantindo que as ações cheguem mais rapidamente à população”, declarou.
Com a situação crítica enfrentada no Acre, a mobilização das autoridades e a resposta rápida das equipes de emergência são fundamentais para mitigar os efeitos das inundações e auxiliar aqueles que mais precisam neste momento desafiador.
