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    Desafios da Liderança Brasileira na América Latina: Limites e Perspectivas

    Desafios da Liderança Brasileira na América Latina: Limites e Perspectivas

    Política 17/01/2026
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    A Fragmentação Política e seus Impactos

    Em um continente onde o cenário político é caracterizado por fragmentações e a ascensão de governos próximos aos interesses dos Estados Unidos, a recente intervenção militar americana na Venezuela evidenciou os limites da diplomacia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na América Latina, com foco especial na América do Sul. Desde que iniciou seu terceiro mandato em 2023, Lula tem buscado reafirmar a liderança do Brasil na região, apostando em diálogo e mediação como estratégias para minimizar tensões e restaurar os mecanismos de coordenação política que marcaram seus dois primeiros mandatos. No entanto, interlocutores do governo, que preferiram não se identificar, admitem que o chefe do Executivo não alcançou os objetivos desejados.

    Modernização e Segurança: A Discussão sobre a Venezuela

    A crise na Venezuela gerou discussões importantes entre Lula e os comandantes das Forças Armadas sobre a necessidade de modernização e os equipamentos adequados para reforçar a defesa nacional, considerando o contexto geopolítico atual.

    Lula fez uma tentativa de romper o isolamento regional da Venezuela ao receber Nicolás Maduro em Brasília em maio de 2023, durante uma cúpula de presidentes. O esforço visava reinserir Caracas nas conversas com os países vizinhos. Contudo, essa abordagem enfrentou desafios significativos na construção de consensos. Um embaixador, que preferiu não se identificar, comentou que reunir presidentes da região se tornou uma tarefa quase miraculosa.

    Desafios Futuro: O Cenário Eleitoral de 2026

    A análise do governo para 2026 aponta um cenário ainda mais complicado, tendo em vista as eleições marcadas em países estratégicos como Brasil, Colômbia e Peru, o que tende a dificultar o progresso de iniciativas diplomáticas mais ambiciosas. A estratégia do Palácio do Planalto é recuperar o protagonismo na política internacional através da defesa da soberania dos Estados, do Direito Internacional, e da rejeição a intervenções armadas, que se tornaram pilares de sua política externa.

    Reestruturação Diplomática e Seus Limites

    Nos últimos anos, o governo brasileiro tem buscado reposicionar o país como um eixo moderador no continente. A reativação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o lançamento do Consenso de Brasília durante a cúpula de presidentes e o investimento na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) foram passos importantes nessa direção. No entanto, a realidade prática é que a Unasul continua fragilizada, o Consenso de Brasília não resultou em ações efetivas, e a Celac enfrenta grandes divisões internas, o que limita sua capacidade de formular respostas coesas a crises, como a da Venezuela.

    No que diz respeito à crise venezuelana, a tentativa de reaproximação e reintegração regional não trouxe os resultados esperados. O Brasil não conseguiu induzir mudanças significativas no regime de Maduro, nem promover um ambiente político favorável à aceitação do país pelos vizinhos ou evitar a escalada de tensões que culminou na ação militar dos EUA.

    A Nova Liderança na Venezuela e Suas Implicações

    Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram extraditados para os Estados Unidos, onde enfrentarão acusações de narcotráfico e outros crimes. Nesse contexto, o chavismo permanece sob a liderança de Delcy Rodríguez, que assume a presidência interina. Essa mudança nas relações entre Brasil e Venezuela deve se refletir em um aumento do comércio e investimentos bilaterais.

    O panorama político latino-americano ajuda a entender essas limitações. Na atualidade, países governados por forças de esquerda ou centro-esquerda, como Brasil, Colômbia, México e Uruguai, convivem com um número significativo de governos de direita ou centro-direita, incluindo Argentina, Paraguai, Peru e Equador, que tendem a se alinhar mais com os Estados Unidos em questões estratégicas, econômicas e de segurança. Essa diversidade ideológica torna a construção de consensos uma tarefa árdua, reduzindo a capacidade de articulação regional.

    Consequências das Últimas Eleições

    A fragmentação política se intensificou após as eleições no final do ano passado no Chile e na Bolívia, que elegeram líderes menos alinhados ao Brasil. José Antonio Kast, um político de direita, assumirá a presidência do Chile em 11 de março, após suceder Gabriel Boric, marcando uma mudança significativa após um período progressista. Na Bolívia, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão, também assumiu em novembro.

    A cientista política Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais, analisou que a crise venezuelana deixou evidente o quanto se tornou desafiador exercer liderança regional. Segundo ela, mudanças políticas em diversos países com a ascensão de governos alinhados aos EUA diminuíram o espaço de manobra do Brasil.

    Reflexões sobre a Diplomacia Brasileira

    Roberto Goulart Menezes, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, considera a Venezuela um teste crucial para a diplomacia regional. Ele observa que a crise destacou a fragilidade da capacidade de coordenação política no continente e evidenciou a falta de consulta dos EUA ao Brasil sobre o uso da força na região. Além disso, países como Paraguai, Argentina e Equador demonstraram apoio à ação americana. O Brasil, conforme a análise de Menezes, encontrou um eco limitado em nações como Colômbia, Chile, México e Uruguai, expressando sua discordância em fóruns como a Organização dos Estados Americanos e o Conselho de Segurança da ONU.

    O cenário atual da política externa brasileira é marcado por uma autonomia cada vez mais restrita na América do Sul, imposta por fatores geopolíticos e agendas internas, incluindo o complexo ambiente eleitoral brasileiro.

    América Latina crise venezuelana liderança brasileira política internacional

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